Escola de samba toma medida drástica contra discurso de ódio
A tradicional escola de samba Unidos de Vila Isabel formalizou a expulsão do ritmista Matheus Borges na última quinta-feira, 9 de abril de 2026, após uma publicação considerada homofóbica nas redes sociais. A decisão foi comunicada através de nota oficial assinada pelo mestre de bateria Macaco Branco, representando a Swingueira de Noel.
Nota oficial reafirma posicionamento contra preconceito
Em documento divulgado, a bateria da agremiação carnavalesca deixou claro seu "posicionamento totalmente contrário a qualquer ato preconceituoso que possa acontecer na sociedade". A instituição destacou ainda seu comprometimento com os "trabalhos rumos a mais um grande Carnaval em 2027", demonstrando que valores éticos prevalecem sobre comportamentos individuais inadequados.
Publicação polêmica gerou reação imediata
O caso teve início quando Matheus Borges utilizou a plataforma X, antigo Twitter, para fazer comentários ofensivos. Em sua publicação, o ritmista escreveu: "depois que esses viados começaram a achar que escola de samba é diva pop está ficando impraticável falar de carnaval na internet". Ele completou afirmando: "Eu como tenho pouca paciência se falar merda da minha escola vai ouvir merda também".
Diante da exposição do conteúdo, uma conta nas redes sociais cobrou publicamente um posicionamento da Vila Isabel sobre o que classificou como "músico homofóbico". Em resposta, Matheus rebateu com ironia através do questionamento "E aí?", o que apenas intensificou a controvérsia e acelerou o processo de apuração pela diretoria da escola.
Contexto do Carnaval 2026
A medida ocorre após a Vila Isabel ter conquistado o terceiro lugar no Carnaval do Rio de Janeiro deste ano, com o enredo "Macumbebê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África". A escola ficou atrás da Beija-Flor de Nilópolis e da campeã Unidos do Viradouro, que homenageou o mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, conhecido como Ciça.
Este episódio reforça o debate sobre responsabilidade digital e valores sociais no meio carnavalesco, setor que tradicionalmente se posiciona como espaço de diversidade e inclusão. A expulsão do ritmista serve como exemplo de que condutas discriminatórias não serão toleradas, mesmo quando praticadas por integrantes de instituições culturais consagradas.



