Manifestação na Paulista reúne 50 pessoas em apoio a pautas da direita
Manifestação na Paulista reúne 50 apoiadores da direita

Cerca de 50 pessoas se reuniram na avenida Paulista nesta sexta-feira (01) às 12h20 em uma manifestação em apoio às pautas da direita. O ato começou às 11h e deve terminar às 17h. Foi organizado pelo grupo Patriotas do QG, que "reservou" a avenida Paulista dois anos antes. O grupo tem 4.000 seguidores no Instagram.

Organização e participação

Centrais sindicais pediram para fazer manifestação no mesmo local, mas a Polícia Militar negou devido ao pedido anterior do grupo de direita. A Intersindical e a CSP-Conlutas encaminharam pedido entre março e abril deste ano. Havia 47 pessoas na manifestação, segundo contagem do UOL às 12h20.

Características do ato

Bandeiras do Brasil e camisetas a favor de Jair Bolsonaro deram o tom do ato, assim como a frase "Supremo é o povo", que apareceu em discursos, cartazes e camisetas. O ato foi dividido em duas partes: uma no período da manhã, uma pausa de meia hora no almoço e continuidade à tarde. Está prevista a exibição de uma retrospectiva sobre Bolsonaro em um telão.

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Pautas e discursos

O ato tem como pauta o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e anistia para os condenados pelo 8 de janeiro de 2023. "Isso é grave, [condenados pela tentativa de golpe] foram confundidos com terroristas. São presos políticos injustamente", disse uma mulher ao microfone, que não se apresentou. "Eles [da esquerda] que não trabalham. Dia do trabalhador é da direita. Somos nós que carregamos o Brasil nas costas", disse um manifestante em carro de som.

Um homem vestido de Tio Sam segurava uma bandeira com os dizeres "Viva a América". Outra mulher estava vestida como Justiça, com os olhos vendados e segurando a Constituição. Discursos foram marcados por tom religioso. Entraram na pauta aborto, Deus e Jorge Messias, evangélico, apontado por Lula para ocupar uma vaga no STF, mas rejeitado pelo Senado.

Confrontos e incidentes

Uma mulher que passou pelo ato gritou "sem anistia" e foi xingada de "vagabunda igual a Janja". Érica Borges, 19 anos, ouviu dos manifestantes que não deveria estar ali. Outra mulher provocou os manifestantes com um gesto e foi agredida: foi empurrada com força e caiu no chão, como testemunhado pela reportagem. A PM escoltou a mulher para longe do grupo.

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