Mulher de 63 anos gera bebê para sobrinha em Itapetininga; família celebra
Idosa de 63 anos gesta bebê para sobrinha em Itapetininga

Em Itapetininga, interior de São Paulo, uma história de amor e solidariedade familiar marcou o Dia das Mães deste ano. Maria Ambrosia Marques, de 63 anos, gestou o filho de sua sobrinha, Mary Ellen Marques, de 32 anos, que nasceu sem útero devido a uma condição rara. O pequeno Samuel veio ao mundo no dia 27 de fevereiro, às 18h33, pesando 2,5 kg, e trouxe alegria para toda a família.

O sonho da maternidade

Mary Ellen, casada há quatro anos com Danilo Marques, de 40 anos, sempre sonhou em ser mãe. No entanto, relacionamentos anteriores não aceitavam a adoção. Ao conhecer Danilo, ele revelou que Deus havia prometido um filho chamado Samuel. O casal iniciou o processo de adoção, mas em 2024, uma amiga mostrou um vídeo de uma mulher que gestou o bebê de uma amiga, reacendendo a esperança de um filho biológico.

Mary Ellen entrou em contato com a mulher do vídeo, que também tinha a mesma síndrome, e foi indicada a uma clínica em Goiânia (GO). O casal viajou até lá, coletou óvulos de Mary Ellen e material genético de Danilo, congelando dez embriões. Após uma tentativa frustrada, Mary Ellen decidiu esperar. Oito meses depois, a mesma amiga enviou outro vídeo: uma mulher de 62 anos que gerou o bebê da sobrinha.

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A decisão da tia

Mary Ellen mostrou o vídeo para sua prima Kelly, filha de Maria Ambrosia. Kelly mostrou para a mãe, que prontamente respondeu: “Fale para a fia que eu vou para ela”. Maria Ambrosia, de 63 anos, saudável e mãe de três filhos de parto normal, passou por uma série de exames médicos, incluindo cardiologista, endocrinologista, mastologista, ginecologista e psicólogos, todos atestando sua capacidade física e mental para a gestação.

A advogada da família, especializada em reprodução assistida, solicitou autorização ao Conselho Regional de Medicina (CRM). Em junho, a liberação foi concedida para a transferência do embrião. O casal foi novamente a Goiânia e, nove dias depois, veio o tão esperado resultado positivo.

O parto e a emoção

Maria Ambrosia passou por uma cesariana no fim da tarde de 27 de fevereiro, antecipada devido a pequenas alterações na pressão arterial. Mary Ellen descreveu o momento como indescritível: “Foi como se o céu descesse ali. Muitos médicos achavam que ele precisaria de UTI por causa da prematuridade ou da idade da gestante, mas nem ele nem a tia precisaram. Ele nasceu saudável, e o centro cirúrgico inteiro chorou”.

A tia também falou sobre a experiência: “Eu estou bem, graças a Deus. Já passei pela cesárea, agora estou aqui só me recuperando. Correu tudo bem. Estou me sentindo realizada e muito feliz pela minha sobrinha e pelo Samuelzinho. Agora é só vitória. Só ver ele crescer”.

Amor que transcende

Mary Ellen faz questão que a tia acompanhe de perto a criação de Samuel. “As pessoas têm essa dúvida, mas pelo contrário. Ela, apesar de ter gerado, é considerada como a avó do Samuel. Ele vai crescer e ter muito contato com ela. Nossa família é muito reduzida, mas muito unida. Quanto mais amor para o meu filho, melhor”, destaca.

Maria Ambrosia vê Samuel como um “filho do coração” e um neto. “Eu sinto muito amor por ele, desde quando eu colocava a mão da Mary Ellen para sentir na barriga. Chorei de alegria quando o Samuel nasceu. Foi um presente de Deus que eu gerei para ela. É maravilhoso poder contribuir com a felicidade de outra pessoa”, pontua.

A prima Kelly, técnica de enfermagem, foi escolhida como madrinha de Samuel. Ela organizou o chá revelação em agosto de 2024, onde foi revelado que o bebê seria um menino, cumprindo a promessa que, segundo a família, Deus havia feito.

A história emocionante mostra que a maternidade vai além do biológico, e que o amor familiar pode superar qualquer obstáculo.

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