As fortes chuvas que atingem a Paraíba desde a última sexta-feira, 1º de novembro, afetaram cerca de 10 trechos de estradas no estado. Desses, nove são de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) e um sob administração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Estradas estaduais com problemas
As rodovias estaduais que apresentaram danos devido ao temporal incluem:
- PB-032 (Pedras de Fogo): rompimento de bueiro e do corpo da estrada devido à elevação de uma barragem. Motoristas devem usar PB-030 ou PE-075 como alternativa.
- PB-054 (Itabaiana/BR-230): totalmente interditada por rompimento na ponte em São José dos Ramos. Alternativa: PB-048 e PB-082.
- PB-066 (Itabaiana/Mogeiro/Ingá): rompimento na entrada de Ingá, sobre o Rio Paraíba, interrompendo a ligação entre os municípios.
- PB-048 (Pilar/Juripiranga): erosão na saia do aterro após rompimento de bueiro. Único acesso seguro a Itabaiana, mas exige cautela.
- PB-036 (Alhandra/entrada PB-008): erosão na saia do aterro; trânsito em meia pista.
- PB-028 (entrada PB-008): erosão no acostamento por escoamento superficial; trecho sinalizado.
- PB-064 (Salgado de São Félix): transbordamento de barreiro causou erosão e danos à drenagem; em avaliação técnica.
- PB-004 (Santa Rita/Sapé): elevação do Rio Paraíba; DER aguarda redução do nível para avaliar danos; rotas alternativas recomendadas.
- PB-087 (Areia/Pilões): erosão na saia do aterro por rompimento de bueiro; tráfego em meia pista.
Trecho federal afetado
Na BR-101, no km 76,5, o DNIT isolou o local com estreitamento de faixa. A recomposição do aterro deve começar nesta segunda-feira (4), se o tempo permanecer estável.
Situação de emergência
A Paraíba tem 31 cidades em situação de emergência, conforme decreto publicado no Diário Oficial do Estado no domingo (4), válido por 180 dias. A medida segue orientação do Ministério do Desenvolvimento Regional e parecer da Defesa Civil Nacional. O governo pode abrir crédito extraordinário e conceder auxílio financeiro às famílias afetadas.
Entre as cidades mais atingidas estão João Pessoa, onde choveu quase 70% da média histórica de maio em dois dias, e Bayeux, com o maior número de desabrigados. A lista completa inclui: Alagoa Grande, Alhandra, Areia, Bayeux, Caaporã, Conde, Cruz do Espírito Santo, Gurinhém, Ingá, Itabaiana, Itatuba, João Pessoa, Juripiranga, Pedras de Fogo, Pilar, Pilões, Pitimbu, Riachão do Bacamarte, Rio Tinto, Lagoa Seca, Serra Redonda, Serraria, Massaranduba, Mogeiro, Mulungu, Natuba, Santa Rita, Salgado de São Félix, São José dos Ramos, São Sebastião de Lagoa de Roça e Sapé.
Impactos humanos
Mais de 37,4 mil pessoas foram afetadas, com 2.400 famílias desalojadas e 895 desabrigadas, segundo boletim do Gabinete de Crise Interinstitucional. O monitoramento continua em 16 municípios: Pilar, Itabaiana, Mulungu, Conde, Mogeiro, Ingá, São José dos Ramos, Massaranduba, Salgado de São Félix, Lagoa Seca, Pitimbu, Santa Rita, Sapé, Caaporã, Bayeux e João Pessoa.



