Estabilidade hídrica no Alto Tietê após período de chuvas em fevereiro
O Sistema Produtor Alto Tietê (SPAT) apresentou um cenário de estabilidade no volume de água armazenado após registrar constantes altas no início do mês de fevereiro. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), houve uma variação mínima de apenas 0,5 pontos percentuais ao longo de sete dias consecutivos.
Dados comparativos demonstram leve crescimento
No dia 13 de fevereiro, as represas que compõem o sistema contavam com 38% do volume útil de água disponível. Já nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a Sabesp registrou um índice de 38,5%, indicando uma pequena, porém significativa, melhora na capacidade de armazenamento.
Mesmo com o aumento considerado modesto, o cenário atual é avaliado como positivo para o mês, que já alcançou 72% da quantidade total de chuvas esperadas pela companhia. Até o momento, foram registrados 127,3 milímetros de precipitação, contra uma previsão inicial de 176,8 milímetros para todo o período.
Chuvas contribuem para manutenção dos níveis
Os resultados pluviométricos obtidos em fevereiro têm sido fundamentais para manter o nível dos reservatórios em uma condição estável. Em um intervalo de 34 dias, desde 17 de janeiro, não foi observado nenhum dia com queda no volume armazenado pelo sistema, o que reforça a tendência de recuperação gradual.
O SPAT é formado por cinco reservatórios estratégicos, localizados entre os municípios de Suzano e Salesópolis, e é responsável pelo abastecimento de água para mais de 4,5 milhões de pessoas na região da Grande São Paulo.
Situação individual das represas do sistema
Entre as cinco represas que integram o Sistema Produtor Alto Tietê, a represa de Biritiba, situada em Biritiba-Mirim, apresenta o maior volume útil atualmente. Ela opera com mais da metade de sua capacidade, registrando 50,2% nesta sexta-feira.
Por outro lado, a barragem de Taiaçupeba, localizada na divisa entre Mogi das Cruzes e Suzano, possui o menor volume entre todas, com apenas 30,9% do seu volume útil. Essa disparidade reflete as diferentes condições locais e a distribuição das chuvas na região.
A estabilidade observada no SPAT é um indicador importante para a segurança hídrica da metrópole paulista, especialmente após um período de incertezas climáticas. A continuidade das precipitações nos próximos dias será crucial para consolidar essa tendência positiva e garantir o abastecimento adequado para a população.



