Operação Tamoiotatá 6 aplica multas e embarga áreas ilegais no sul do Amazonas
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizou uma ação de fiscalização na sexta-feira (6), em Humaitá, sul do Amazonas, resultando na aplicação de R$ 585,5 mil em multas e no embargo de 115 hectares de área. Esta é a terceira operação divulgada no município apenas em março, evidenciando a intensificação das ações ambientais na região, considerada prioritária no combate a crimes ambientais.
Detalhes da fiscalização e infrações identificadas
A ação, parte da primeira etapa da Operação Tamoiotatá 6, foi baseada em vistorias em campo e monitoramento ambiental prévio. As equipes percorreram cerca de 152 quilômetros ao longo da BR-230, no quilômetro 76, onde identificaram desmatamento em 15 hectares, descumprimento de embargo ambiental e atividade agropecuária sem licença em 100 hectares. O responsável pela área já havia sido autuado em fiscalizações anteriores.
Como resultado, foram emitidos dois termos de embargo, totalizando 115 hectares interditados — equivalente a aproximadamente 161 campos de futebol. Nessas áreas, qualquer atividade está proibida até a regularização ambiental. Os autuados têm 20 dias, a partir da notificação, para apresentar defesa administrativa ou pagar as multas. Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), para ações de proteção e conservação no Amazonas.
Estratégia e força-tarefa da operação
Segundo Gustavo Picanço, diretor-presidente do Ipaam, a operação é parte da estratégia do governo estadual para ampliar o controle ambiental em regiões sob pressão florestal. “A operação é planejada de forma contínua e estratégica, com base em dados de monitoramento ambiental. Nosso trabalho é identificar rapidamente as irregularidades e adotar as medidas administrativas necessárias para interromper atividades ilegais e garantir a proteção da floresta”, destacou.
A Operação Tamoiotatá 6 é uma ação integrada que envolve:
- Ipaam
- Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM)
- Polícia Militar do Amazonas (PMAM), através do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb)
- Polícia Civil do Amazonas (PC-AM)
- Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM)
Com apoio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), vinculado ao Ministério da Defesa, as ações incluem fiscalização terrestre, vistorias em áreas com alertas de desmatamento, aplicação de autos de infração e embargos, além de outras medidas legais. A operação prioriza a proteção de unidades de conservação estaduais e áreas estratégicas para preservação.
Duração e objetivos futuros
Estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, a Operação Tamoiotatá 6 deve seguir até dezembro de 2026, período crítico para desmatamento e queimadas no Amazonas. Casos de descumprimento de embargo podem ser comunicados ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) e ao Ministério Público Federal (MPF) para medidas legais adicionais, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a lei ambiental.



