MPF investiga desmatamento ilegal de 5,5 hectares no Pantanal em assentamento de Cáceres
MPF investiga desmatamento ilegal no Pantanal em Cáceres

MPF investiga desmatamento ilegal de 5,5 hectares no Pantanal em assentamento de Cáceres

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou um inquérito civil para investigar o desmatamento ilegal de 5,5 hectares de vegetação nativa no bioma Pantanal, ocorrido em um assentamento rural localizado em Cáceres, a aproximadamente 220 quilômetros de Cuiabá, capital de Mato Grosso. A portaria que autoriza a abertura do processo foi assinada pelo procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins e publicada oficialmente nesta quinta-feira, dia 25 de abril.

Base da investigação e competência federal

Conforme a portaria emitida pelo MPF, a investigação tem como fundamento autos de infração e relatórios técnicos elaborados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema). Esses documentos apontam para o desmatamento irregular de 5,5246 hectares de vegetação nativa, realizado sem a devida autorização do órgão ambiental competente. A área degradada está situada em um sítio específico dentro do Assentamento Paiol, uma região de relevância ecológica no Pantanal.

O MPF destacou que o caso é de competência federal porque o imóvel em questão está inserido em um projeto de assentamento vinculado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Nesses contextos, cabe ao órgão federal atuar na defesa do meio ambiente e na reparação de danos ambientais causados em áreas sob responsabilidade direta da União, garantindo a aplicação da legislação ambiental e a proteção dos ecossistemas.

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Medidas iniciais determinadas pelo MPF

Entre as primeiras medidas determinadas pelo Ministério Público Federal no âmbito deste inquérito, estão:

  • A notificação do proprietário do terreno, que terá um prazo de 15 dias úteis para apresentar sua defesa e todos os documentos pertinentes ao caso.
  • O envio de um ofício ao Incra para esclarecer a situação do ocupante do lote e verificar se houve alguma autorização prévia para intervenções na área.
  • A possibilidade de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que pode incluir a recuperação ambiental por meio de um Projeto de Recomposição de Área Degradada e Alterada (PRADA), visando restaurar a vegetação nativa e mitigar os impactos ambientais.

O g1 tentou contato com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para obter mais informações sobre o caso, mas não recebeu resposta até o momento da última atualização desta reportagem. A investigação segue em andamento, com o MPF buscando apurar responsabilidades e garantir a reparação dos danos causados ao meio ambiente no Pantanal.

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