Milhares de peixes aparecem mortos no rio Imaruí em Palhoça, Santa Catarina
Uma cena alarmante surpreendeu moradores de Palhoça, em Santa Catarina, na última segunda-feira (23), quando milhares de peixes foram encontrados mortos no rio Imaruí, cobrindo extensas áreas do curso d'água próximo à avenida Rio Grande, na região central da cidade. A visão chocante de uma faixa branca formada pelos animais sem vida, acompanhada por um forte mau cheiro, rapidamente mobilizou autoridades e gerou preocupação na comunidade local.
Resposta imediata das autoridades ambientais
Assim que foi notificada sobre o ocorrido, a Prefeitura de Palhoça acionou imediatamente sua equipe técnica da Fundação Cambirela do Meio Ambiente para iniciar o monitoramento da área. Em comunicado oficial, o município informou que também foram envolvidos no caso a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), a Polícia Científica e o Instituto do Meio Ambiente do estado, que atuarão de forma integrada para apurar as causas do fenômeno.
A prefeitura garantiu que, até o momento, a decomposição dos peixes não representa risco à saúde pública, mas reforçou que segue acompanhando a situação de perto e adotando medidas para minimizar os impactos ambientais e os transtornos causados à população.
Duas hipóteses principais para a mortandade
Segundo a Defesa Civil de Palhoça, duas possíveis causas estão sendo consideradas para explicar a morte em massa dos peixes. A primeira hipótese investigada é a contaminação do rio, possivelmente por descarte irregular de material poluente que teria alterado drasticamente a qualidade da água, tornando-a inóspita para a vida aquática.
A segunda possibilidade, conforme explicaram os especialistas, seria um fenômeno conhecido como choque osmótico. Isso ocorre quando peixes de água salgada, como as manjubinhas mencionadas pelas autoridades, adentram ambientes de água doce e não conseguem se adaptar à mudança brusca na salinidade, resultando em mortalidade em grande escala.
Relatos impressionantes dos moradores
Uma moradora que vive nas proximidades do rio Imaruí há aproximadamente 60 anos relatou ao programa Balanço Geral Florianópolis, da Record, que nunca havia testemunhado uma situação semelhante. Ela descreveu a cena como assustadora, com o rio completamente coberto por peixes mortos, e destacou que o odor era tão intenso que foi necessário manter todas as janelas e portas da residência fechadas.
"O rio estava completamente branco", afirmou a residente, ilustrando a magnitude do fenômeno que tem causado desconforto e apreensão entre os habitantes da região.
Investigações em andamento e próximos passos
Amostras da água do rio Imaruí já foram coletadas pelos órgãos ambientais e encaminhadas para análise laboratorial detalhada. Os resultados desses exames são aguardados com expectativa, pois devem fornecer dados científicos cruciais para confirmar a causa exata da mortandade.
O caso permanece sob investigação conjunta das autoridades, e uma confirmação oficial sobre as circunstâncias que levaram à morte dos peixes deve ser divulgada nos próximos dias, conforme avançam os trabalhos de campo e as análises técnicas.