Petrobras renova licença para perfurar poço ultraprofundo na Bacia Potiguar
Petrobras renova licença para poço ultraprofundo na Bacia Potiguar

Petrobras avança com projeto estratégico na Bacia Potiguar com renovação de licença ambiental

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 26 de setembro, a renovação da licença de operação concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a perfuração do poço Mãe de Ouro, localizado em águas profundas na Bacia Potiguar. O anúncio foi realizado durante um encontro entre a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na capital potiguar.

Detalhes operacionais e cronograma do projeto

Segundo informações do governo estadual, a sonda necessária para a perfuração chegará ao Rio Grande do Norte vinda do Amapá ainda no mês de julho. A licença ambiental renovada autoriza a perfuração de três poços específicos na região:

  • Mãe de Ouro
  • Inhame
  • Taianga

Estes poços estão situados nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762, áreas destinadas à exploração de petróleo e gás natural. A Petrobras já havia anunciado a intenção de perfurar o poço Mãe de Ouro em agosto do ano passado, demonstrando continuidade no planejamento estratégico.

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Características do poço Mãe de Ouro e seu potencial

O poço Mãe de Ouro está posicionado a aproximadamente 52 quilômetros da costa do Rio Grande do Norte, em águas com profundidade superior a 2.000 metros. Considerado o principal poço com indicativo de petróleo na Margem Equatorial, representa o terceiro projeto exploratório em águas profundas na Bacia Potiguar, seguindo os poços Pitu Oeste e Anhangá, que também fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

De acordo com o governo potiguar, a Petrobras demonstra confiança significativa no potencial deste poço, com expectativas de que o volume de recursos descobertos possa viabilizar a produção comercial na região, inaugurando um novo ciclo econômico para o estado.

Declarações oficiais e impactos esperados

A governadora Fátima Bezerra classificou o momento como "histórico", com potencial para inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico para o Rio Grande do Norte. "Estamos falando de um projeto estratégico, com potencial para gerar empregos, atrair investimentos, fortalecer nossa cadeia produtiva e transformar essa riqueza em mais oportunidades para o nosso povo, sempre com responsabilidade ambiental e segurança jurídica", afirmou a governadora durante o anúncio.

No mesmo encontro, também foi anunciado um investimento adicional de mais de R$ 1,5 bilhão para a finalização de poços antigos que não produzem mais, através do processo conhecido como "arrasamento", demonstrando o compromisso da empresa com a manutenção e otimização da infraestrutura existente.

Contexto geográfico e ambiental da Bacia Potiguar

A Bacia Potiguar está inserida na Margem Equatorial, uma extensão costeira de mais de 2.200 quilômetros que se estende do Rio Grande do Norte até o Oiapoque, no Amapá. Esta região é considerada a mais nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultraprofundas, frequentemente chamada de "novo pré-sal" devido ao seu potencial.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) classifica a Margem Equatorial como uma "nova fronteira" por estar em estágio inicial de exploração, mas com significativo potencial para abrigar reservas de petróleo. Além da Bacia Potiguar, esta região inclui as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas e Ceará.

Entretanto, ambientalistas expressam preocupações sobre as atividades petrolíferas na região, alertando para possíveis tragédias ambientais que poderiam afetar diretamente o território amazônico, destacando a necessidade de rigorosos controles e monitoramento.

Descobertas recentes na região

A Petrobras já realizou descobertas significativas na Bacia Potiguar nos últimos meses:

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  1. Poço Anhangá (abril de 2024): Acumulação de petróleo descoberta em profundidade de 2.196 metros, a 79 km da costa potiguar, próximo à divisa entre Ceará e Rio Grande do Norte.
  2. Poço Pitu Oeste (janeiro de 2024): Presença de hidrocarbonetos detectada a 52 km da costa, embora a viabilidade econômica ainda seja considerada inconclusiva pela empresa.

Estas descobertas reforçam o potencial exploratório da região e justificam os investimentos contínuos da Petrobras na Bacia Potiguar, que se consolida como uma área estratégica para o futuro da produção energética nacional.