Três homens são presos por pesca ilegal no Lago de Furnas em Carmo do Rio Claro, MG
Três homens foram presos por pesca ilegal no Lago de Furnas, localizado em Carmo do Rio Claro, Minas Gerais, neste sábado, 28 de fevereiro, que marcou o último dia do período de defeso no estado. A ação foi conduzida pelo Policiamento de Meio Ambiente da Polícia Militar, como parte de uma operação focada em combater a pesca predatória e assegurar o cumprimento das leis ambientais vigentes.
Flagrante e uso de petrechos proibidos
Segundo informações divulgadas pela polícia, os suspeitos foram flagrados na região do bairro Vargem dos Pinheiros utilizando equipamentos de pesca proibidos para todas as categorias de atividade pesqueira. O emprego desses materiais ilegais compromete seriamente o equilíbrio ambiental e representa uma ameaça direta à reprodução das espécies aquáticas, especialmente durante a piracema, período crítico para a fauna.
Multas e apreensões significativas
No local, os três indivíduos receberam voz de prisão e tiveram autos de infração lavrados, cada um no valor de 1.085 UFEMGs, o que equivale a aproximadamente R$ 6,2 mil por pessoa. No total, as multas aplicadas somam R$ 18,6 mil, reforçando a severidade das penalidades para crimes ambientais. Além disso, todos os materiais utilizados na prática ilegal foram apreendidos pelas autoridades, impedindo seu uso futuro.
Contexto do período de defeso e crimes adicionais
O período de defeso, também conhecido como piracema, é uma fase em que a pesca é restrita para proteger a reprodução dos peixes e garantir a sustentabilidade dos estoques naturais. Em nota, a Polícia Civil detalhou que os suspeitos foram ouvidos e tiveram a prisão em flagrante ratificada não apenas pelos crimes ambientais de pesca, mas também por corrupção de menores, configurando um crime de pesca ilegal praticado com o envolvimento de indivíduos com menos de 18 anos.
Encaminhamento à justiça
Após a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária, os três homens foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da justiça para julgamento. Este caso destaca a importância das operações de fiscalização ambiental em momentos sensíveis como o fim da piracema, visando preservar a biodiversidade e aplicar a lei de forma rigorosa.



