Operação conjunta desmantela serrarias clandestinas no sudoeste do Pará
Uma ação integrada entre o Ibama e a Delegacia Especializada de Conflitos Agrários (Deca) resultou na descoberta e destruição de duas serrarias que operavam de forma ilegal no município de Senador José Porfírio, localizado na região sudoeste do estado do Pará. A operação foi realizada durante o fim de semana na área do Xingu, marcando um esforço significativo no combate a crimes ambientais na Amazônia.
Empresas embargadas continuavam funcionando clandestinamente
As duas serrarias em questão já haviam sido embargadas em 6 de novembro de 2025, mas, mesmo assim, mantinham suas atividades de maneira clandestina. Durante a fiscalização, os agentes ambientais e policiais encontraram um total de 70 metros cúbicos de madeira já beneficiada nos locais, evidenciando a escala das operações ilegais.
Falta de documentação e origem ilegal da madeira
O primeiro embargo ocorreu devido a uma série de irregularidades graves. As serrarias queimavam resíduos sólidos a céu aberto, causando uma poluição considerável na cidade. Além disso, elas não possuíam contrato com plano de manejo florestal, e toda a madeira estocada era de origem ilegal, proveniente de áreas de desmatamento na região.
Mesmo após a interdição, o Ibama constatou que as empresas continuaram a funcionar irregularmente. Elas recebiam madeira de zonas desmatadas e utilizavam documentação fraudada da região metropolitana de Belém para "esquentar" o produto, facilitando sua comercialização no mercado.
Tentativas de despistar a fiscalização
Para evitar suspeitas, as serrarias adotaram uma tática de operar com pouca madeira no pátio, na tentativa de despistar a fiscalização. No entanto, essa estratégia não foi suficiente para impedir que os agentes identificassem a continuidade das atividades ilegais, demonstrando a eficácia do monitoramento realizado.
Destruição de estruturas para prevenir reincidência
Durante a operação, estruturas como barracões e equipamentos usados para beneficiar a madeira foram destruídos. Segundo o Ibama, essa medida é adotada para evitar que as instalações sejam reutilizadas na reincidência de crimes ambientais, especialmente em situações em que o transporte e a guarda dos bens apreendidos se tornam inviáveis.
Essa ação reforça o compromisso das autoridades em combater práticas que prejudicam o meio ambiente e a legalidade no setor madeireiro, protegendo os recursos naturais da Amazônia brasileira.