MP-MT investiga garimpo ilegal que devastou área equivalente a três campos de futebol na Amazônia
Garimpo ilegal desmata área de três campos de futebol na Amazônia

MP-MT investiga garimpo ilegal que devastou área equivalente a três campos de futebol na Amazônia

O Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) instaurou, nesta sexta-feira (10), um inquérito civil para investigar a prática de garimpo ilegal e outras infrações ambientais em uma área às margens da rodovia BR-163, na região da Ponte do Rio Peixoto, em Matupá. A medida foi adotada após uma fiscalização realizada em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que revelou uma devastação ambiental de grandes proporções.

Desmatamento equivalente a três campos de futebol

Segundo o documento do MP-MT, a área desmatada equivale a cerca de três campos de futebol, representando a extinção de mais de 32 mil metros quadrados de floresta amazônica. O relatório técnico apontou uma série de irregularidades ambientais graves, incluindo a destruição de 3,1925 hectares de vegetação nativa do Bioma Amazônia, uma área de preservação, sem qualquer autorização dos órgãos ambientais competentes.

O relatório também destacou que a atividade de extração de ouro estava sendo realizada em completo desacordo com as licenças ambientais necessárias e sem autorização formal, caracterizando uma operação clandestina que viola múltiplas normas de proteção ambiental.

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Medidas adotadas pelo Ministério Público

Além da instauração do inquérito civil, o MP-MT determinou o envio de cópias do procedimento a várias autoridades para ampliar as investigações e tomar medidas cabíveis:

  • Polícia Civil: para apuração de possíveis crimes ambientais relacionados ao desmatamento e à extração ilegal.
  • Polícia Federal: para averiguação de eventual comércio ilegal de ouro, que pode envolver redes criminosas.
  • Agência Nacional de Mineração: para adoção de medidas administrativas, incluindo a possível suspensão de título minerário, caso exista.

Essas ações visam não apenas punir os responsáveis, mas também coibir futuras atividades ilegais na região, que é parte vital do Bioma Amazônia. A fiscalização conjunta entre MP-MT e Sema demonstra um esforço coordenado para proteger o meio ambiente em Mato Grosso, estado que tem enfrentado desafios significativos com o desmatamento e a mineração clandestina.

A devastação de mais de 32 mil metros quadrados de floresta nativa representa um impacto ambiental severo, com consequências para a biodiversidade e o equilíbrio ecológico da Amazônia. O caso em Matupá serve como um alerta para a necessidade de vigilância constante e aplicação rigorosa das leis ambientais em áreas de preservação.

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