El Niño pode retornar em 2026 com inverno mais ameno e eventos climáticos extremos
Risco de El Niño em 2026 pode trazer inverno ameno e extremos

Risco de El Niño em 2026 pode trazer inverno mais ameno e eventos climáticos extremos

As temperaturas globais podem voltar a subir em 2026, com possibilidade de superar os níveis já elevados registrados no ano passado. O principal fator por trás dessa projeção é o risco de formação do fenômeno climático El Niño no oceano Pacífico.

Previsões das agências internacionais

As previsões partem das principais agências internacionais de monitoramento climático, como a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) e a Organização Meteorológica Mundial. Segundo a meteorologista Michelle L'Heureux, do Climate Prediction Center da NOAA, este é um período de "menor confiabilidade das previsões", mas os modelos indicam aumento das chances de formação do El Niño no segundo semestre de 2026.

A probabilidade de o fenômeno se manifestar chega a 60%, de acordo com as análises mais recentes. Caso se confirme, a tendência é de novo aumento das temperaturas médias globais, especialmente no segundo semestre, com impacto variável entre as estações.

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Impactos no clima brasileiro

O El Niño, conhecido por alterar significativamente os padrões climáticos do planeta, já mostrou sua força recentemente. Em 2025, esteve associado a eventos extremos no Brasil, incluindo:

  • Chuvas intensas que deixaram o Rio Grande do Sul debaixo d'água em uma das maiores tragédias da história do estado
  • Secas severas e queimadas em outras regiões do país

Para 2026, caso o fenômeno se forme, as projeções indicam impactos variados no território brasileiro:

  1. Região Sul: Volumes de chuva acima da média, com risco de eventos extremos
  2. Norte e Nordeste: Aumento da probabilidade de períodos secos
  3. Em geral: Invernos mais amenos e verões potencialmente mais quentes em diversas regiões

Transição climática e intensidade prevista

No momento, o planeta atravessa uma fase neutra do sistema climático do Pacífico, após a atuação recente da La Niña, que começou no ano passado e contribuiu para um leve arrefecimento das temperaturas globais. Esse padrão deve persistir ao longo do primeiro semestre de 2026, antes de uma possível transição para o El Niño.

Projeções do European Centre for Medium-Range Weather Forecasts indicam que, se o fenômeno se formar, há cerca de 98% de probabilidade de que ele seja de intensidade moderada. Na prática, isso significa:

  • Cenário de impactos relevantes, mas menos extremos do que os observados em episódios muito fortes
  • Alterações significativas nos padrões de chuva e temperatura
  • Elevação da temperatura média do planeta de forma mais distribuída e menos concentrada
  • Intensificação de eventos climáticos, porém de maneira mais moderada

Preparação para cenário climático instável

Diante das previsões, especialistas recomendam que a população e autoridades se preparem para um cenário climático mais instável em 2026. O El Niño moderado ainda é capaz de causar impactos significativos, exigindo medidas de adaptação e monitoramento constante das condições meteorológicas.

O fenômeno climático, que costuma "bagunçar" o clima do planeta, representa um desafio adicional em um contexto de mudanças climáticas globais, reforçando a necessidade de políticas públicas adequadas e conscientização da sociedade sobre os riscos associados a eventos climáticos extremos.

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