Rio Acre ultrapassa cota de atenção e atinge 10,33 metros em Rio Branco
Rio Acre volta a ficar acima dos 10 metros na capital acreana

Rio Acre retorna à cota de atenção com elevação para 10,33 metros em Rio Branco

O Rio Acre voltou a registrar níveis preocupantes na capital acreana, ultrapassando a marca dos 10 metros na noite desta segunda-feira (9). Após quase um mês mantendo-se abaixo da cota de atenção, o manancial subiu expressivos 44 centímetros entre as 5h e as 18h, atingindo 10,33 metros e reacendendo os alertas na região.

Histórico recente de cheias e famílias afetadas

Esta não é a primeira vez que o rio preocupa as autoridades e a população local. No dia 9 de fevereiro, após um período prolongado acima da cota de atenção, o nível das águas finalmente baixou, permitindo que as famílias abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana retornassem para suas residências. Naquela ocasião, eram 39 famílias, totalizando 115 pessoas e 26 animais, que precisaram de abrigo temporário devido à elevação do rio.

A última vez que o Rio Acre ultrapassou os 10 metros na capital foi às 5h do dia 13 de fevereiro. Naquele mesmo dia, o nível apresentou uma queda gradual: às 9h marcou 10,06 metros e ao meio-dia chegou a 9,91 metros. Desde então, o menor nível registrado foi de 7,41 metros no dia 17 de fevereiro, indicando uma relativa estabilidade que agora foi interrompida.

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Cotas estabelecidas pela Defesa Civil e monitoramento constante

A Defesa Civil estabelece cotas específicas para o Rio Acre, que servem como parâmetros para ações preventivas e de resposta:

  • Cota de alerta: 13,50 metros
  • Cota de atenção: 10 metros
  • Cota de transbordamento: 14 metros

O atual nível de 10,33 metros coloca o rio novamente na faixa de atenção, exigindo monitoramento contínuo das autoridades.

Histórico das cheias recentes no Rio Acre

O ano começou com eventos significativos de elevação do rio. A primeira cheia foi registrada em 16 de janeiro, quando o manancial transbordou e atingiu 14,01 metros às 15h. Após oito dias consecutivos de transbordamento, o rio começou a baixar no dia 24 de janeiro, marcando 13,98 metros na medição das 5h.

Contudo, a trégua foi breve. Poucos dias depois, o nível voltou a subir e a segunda cheia foi registrada em 29 de janeiro, quando o rio transbordou novamente ao atingir 14 metros na medição das 18h. Esta elevação foi provocada pelas chuvas intensas registradas na região de cabeceira do rio.

No dia 3 de fevereiro, após quase uma semana em transbordamento, o manancial começou a vazar. O pico deste período ocorreu no dia anterior, quando o rio marcou impressionantes 15,44 metros na medição das 9h, afetando mais de 12 mil pessoas direta e indiretamente na capital.

Entrada na casa dos 10 metros e condições climáticas

De acordo com monitoramento oficial, o manancial entrou na casa dos 10 metros no dia 7 de fevereiro, quando na medição das 15h o nível marcou 10,93 metros, continuando em queda ao longo do dia. Este padrão de variação rápida tem caracterizado o comportamento do rio nas últimas semanas.

Interessantemente, a capital acreana fechou o mês de fevereiro com volume de chuvas abaixo da média, registrando apenas 114,4 milímetros conforme levantamento da Defesa Civil Municipal. Este índice representa apenas 38,1% do esperado para o mês, que era de 300,1 mm. Para março, a expectativa é de 276 mm de precipitação, o que pode influenciar ainda mais o comportamento do Rio Acre nas próximas semanas.

A nova elevação do rio serve como alerta para a população ribeirinha e para as autoridades, que devem manter os sistemas de monitoramento ativos e os planos de contingência preparados para eventuais necessidades de evacuação ou assistência às famílias potencialmente afetadas.

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