Rio Acre sobe para 11,13 metros em Rio Branco com previsão de chuvas intensas
Rio Acre atinge 11,13 metros em Rio Branco com chuvas

Rio Acre ultrapassa cota de atenção e atinge 11,13 metros em Rio Branco

O nível do Rio Acre continua a subir na capital acreana, marcando 11,13 metros na medição das 5h desta quinta-feira (12). Em comparação com a medição da quarta-feira (11), quando registrou 10,47 metros no mesmo horário, o manancial teve um aumento significativo de 66 centímetros em apenas 24 horas.

Chuvas intensas contribuem para a elevação do rio

Conforme dados da Defesa Civil Municipal, nas últimas 48 horas, choveu cerca de 55,40 mm em Rio Branco. O volume esperado para todo o mês de março é de 276 mm, indicando que as precipitações recentes representam uma parcela considerável da média mensal. Com previsão de chuvas intensas, a situação pode se agravar ainda mais.

O manancial voltou a ficar acima da cota de atenção na noite da última segunda-feira (9), quando subiu mais de 44 centímetros entre as 5h e as 18h do mesmo dia. Desde então, a elevação tem sido constante. Das 5h da última segunda (9), quando o rio mediu 9,89 metros, até às 5h desta quinta (12), a subida acumulada foi de 1,24 metros.

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Histórico recente das cheias do Rio Acre

A última vez que o rio ultrapassou os 10 metros na capital foi às 5h do dia 13 de fevereiro. No mesmo dia, às 9h, o nível baixou para 10,06 metros e, ao meio-dia, para 9,91 metros. Desde então, o menor nível registrado foi 7,41 metros no dia 17 de fevereiro, mostrando a volatilidade das condições do rio.

As cotas estabelecidas pela Defesa Civil para o Rio Acre são claramente definidas:

  • Alerta: 13,50 metros
  • Atenção: 10 metros
  • Transbordamento: 14 metros

Impactos das chuvas e alagamentos em Rio Branco

No final da tarde e início da noite da última segunda (9), a capital acreana enfrentou vários pontos de alagamento em diversos bairros durante uma forte chuva. No Residencial Bonsucesso, por exemplo, a água tomou conta das ruas, causando transtornos significativos. Imagens registradas por moradores mostram veículos parados em meio à água, sem conseguir sair, e vias públicas completamente tomadas pela chuva.

Este evento climático não é isolado. A primeira cheia do ano foi registrada quando o manancial transbordou no dia 16 de janeiro, atingindo 14,01 metros na medição das 15h. Após oito dias consecutivos de transbordamento, o rio começou a baixar no dia 24 de janeiro. No entanto, poucos dias depois, o nível voltou a subir, resultando em uma segunda cheia registrada no dia 29 de janeiro, quando atingiu 14 metros na medição das 18h.

Consequências para a população e monitoramento contínuo

No dia 3 de fevereiro, após quase uma semana em transbordamento, o manancial começou a baixar. Durante esse período, o maior nível do rio foi registrado no dia anterior, marcando 15,44 metros na medição das 9h. Essa elevação extrema afetou mais de 12 mil pessoas direta e indiretamente na capital, destacando o impacto social das cheias.

Além disso, de acordo com monitoramento oficial, o manancial entrou na casa dos 10 metros no dia 7 de fevereiro, quando na medição das 15h o nível marcou 10,93 metros. No dia 9 de fevereiro, depois de quase um mês acima da cota de atenção, o nível do Rio Acre finalmente baixou, permitindo que as famílias abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana começassem a retornar para casa. Ao todo, 39 famílias, somando 115 pessoas e 26 animais, estavam no parque naquela época.

A capital acreana fechou o mês de fevereiro com volume de chuvas abaixo da média, registrando 114,4 milímetros, conforme levantamento da Defesa Civil Municipal. Esse índice equivale a apenas 38,1% do esperado para o mês, que era de 300,1 mm, indicando uma distribuição irregular das precipitações ao longo do ano.

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