Inmet emite avisos de vendaval para mais de mil municípios nesta sexta
Inmet emite avisos de vendaval para mais de mil cidades

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois avisos de vendaval que abrangem mais de mil municípios nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil para esta sexta-feira (8). O primeiro aviso, classificado como de perigo (laranja), atinge 818 municípios e prevê ventos entre 60 km/h e 100 km/h, com risco de queda de árvores, destelhamento de casas e danos em edificações e plantações. Esse aviso vale da meia-noite às 23h59 e cobre áreas do Rio Grande do Sul e do sul de Santa Catarina, incluindo as regiões Sudoeste, Centro Ocidental, Metropolitana de Porto Alegre, Sudeste, Nordeste e Centro Oriental gaúchas, além do Sul Catarinense.

O segundo aviso, de perigo potencial (amarelo), abrange outros 234 municípios e prevê rajadas entre 40 km/h e 60 km/h, com baixo risco de queda de galhos. Esse aviso começa ao meio-dia desta sexta e alcança áreas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Goiás.

Entre as regiões sob aviso estão Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Bauru, Araçatuba, Marília, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Araraquara e o Vale do Paraíba Paulista, em São Paulo, além das regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. No Mato Grosso do Sul, o aviso cobre áreas do leste, centro-norte, sudoeste e sul do estado, incluindo o Pantanal sul-mato-grossense. Em Minas Gerais, o aviso atinge o Triângulo Mineiro, o Alto Paranaíba e o sul/sudoeste do estado.

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Em caso de rajadas, o Inmet orienta não se abrigar debaixo de árvores, evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, e permanecer em local abrigado. Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil (199) e ao Corpo de Bombeiros (193).

O aviso de vendaval é emitido quando os modelos meteorológicos indicam ventos fortes capazes de provocar danos materiais e oferecer riscos à população, especialmente em áreas com árvores de grande porte, estruturas frágeis ou redes elétricas expostas. Segundo a Climatempo, as rajadas estão associadas a um forte ciclone extratropical que se forma na costa da província de Buenos Aires, na Argentina. Apesar de não atuar diretamente sobre o Brasil, o sistema provoca uma queda acentuada da pressão atmosférica na costa argentina, gerando uma diferença de pressão muito grande em uma área relativamente pequena. Esse contraste é o que produz os ventos moderados a fortes observados em áreas do centro-sul do país, mesmo sem a ocorrência de chuva — fenômeno conhecido como 'rajadas secas'. O ciclone, por sua vez, está associado a uma frente fria que avança pelo Brasil entre os dias 8 e 11 de maio, trazendo a primeira onda de frio do ano. Uma intensa massa de ar polar deve provocar queda acentuada de temperatura no Sul, em parte do Sudeste e do Centro-Oeste, com chegada da friagem a áreas do Acre, de Rondônia e do sul do Amazonas.

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