Juiz de Fora registra fevereiro mais chuvoso da história com 579,3 mm e alagamentos
Fevereiro mais chuvoso da história em Juiz de Fora causa alagamentos

Fevereiro mais chuvoso da história em Juiz de Fora causa transtornos e preocupa moradores

A cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, acaba de registrar o fevereiro mais chuvoso da sua história, com impressionantes 579,3 milímetros de precipitações acumuladas entre os dias 1º e 24 do mês. Os dados oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), coletados através do pluviômetro instalado na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), confirmam que este volume supera em larga escala o recorde anterior, estabelecido em fevereiro de 1988 com 456,1 milímetros.

Recorde histórico e comparações alarmantes

O novo marco pluviométrico representa um aumento significativo de 27% em relação ao último fevereiro mais chuvoso e quase três vezes acima da média histórica do Inmet para o segundo mês do ano, que é de 170,3 milímetros. Quando consideramos o período ampliado de 1º de janeiro a 24 de fevereiro de 2026, o acumulado chega a impressionantes 763,4 milímetros, evidenciando um padrão de chuvas intensas e persistentes.

O ranking histórico dos fevereiros mais chuvosos em Juiz de Fora agora se apresenta da seguinte forma:

  • 2026: 579,3 mm (novo recorde)
  • 1988: 456,1 mm
  • 1965: 394,6 mm

Consequências imediatas e monitoramento diferenciado

O temporal de proporções históricas causou diversos alagamentos em diferentes pontos da cidade, assustando moradores e exigindo resposta das autoridades. Incidentes como quedas de barrancos atingindo prédios e residências foram registrados, ilustrando o poder destrutivo das chuvas intensas.

É importante destacar que a aferição do Inmet considera somente as precipitações registradas no Campus da UFJF, onde estão instalados os equipamentos do 5º Distrito de Meteorologia. A cidade conta ainda com outras estações de monitoramento, como os pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), distribuídos por vários bairros.

Esta diferença na localização dos equipamentos explica por que os volumes registrados podem variar entre as instituições, já que as pancadas de chuva frequentemente apresentam intensidades diferentes em diversas áreas urbanas. Enquanto o Inmet mantém registros históricos para cálculo de médias, o Cemaden, operacional desde 2011, foca no monitoramento em tempo real e emissão de alertas para prevenção de desastres naturais.

Contexto climático e preocupações futuras

Meteorologistas apontam que volumes pluviométricos tão acentuados merecem análise cuidadosa sobre possíveis relações com mudanças climáticas globais e padrões atmosféricos alterados. A sequência de eventos extremos em Juiz de Fora reforça a necessidade de sistemas robustos de alerta precoce e planejamento urbano adaptado às novas realidades climáticas.

A situação em Juiz de Fora reflete um cenário mais amplo de instabilidade climática na região, com registros de danos materiais significativos, desabrigados e, em casos extremos, vítimas fatais em municípios vizinhos. A cidade mineira agora enfrenta o desafio de lidar com as consequências imediatas do temporal histórico enquanto se prepara para futuros eventos climáticos extremos.