Rio Branco registra chuvas 32,9% acima da média em março após fevereiro seco
Chuvas em Rio Branco superam média em março após fevereiro seco

A cidade de Rio Branco, capital do Acre, encerrou o mês de março com um volume de chuvas significativamente acima da média histórica, segundo dados divulgados pela Defesa Civil Municipal. O acumulado pluviométrico registrado foi de 366,8 milímetros, um valor que supera em 32,9% a previsão inicial de 276 mm para o período.

Contraste marcante com fevereiro

Este cenário chuvoso de março representa um contraste acentuado em relação ao mês anterior. Em fevereiro, Rio Branco registrou apenas 114,4 mm de precipitação, o que corresponde a meros 38,1% dos 300,1 mm esperados para aquele mês. Comparativamente, março apresentou aproximadamente 220,6% a mais de chuvas do que fevereiro, quase o triplo do volume observado no mês anterior.

Retrospecto dos últimos anos

De acordo com um levantamento detalhado realizado pela Defesa Civil, o acumulado de fevereiro de 2026 se consolidou como o menor registro para o mês nos últimos cinco anos. A série histórica revela os seguintes volumes médios:

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  • 2022: 185,98 mm
  • 2023: 439,70 mm
  • 2024: 213,50 mm
  • 2025: 217,82 mm
  • 2026: 114,4 mm

Este dado evidencia a excepcionalidade do período seco enfrentado no início do ano.

Contexto climático mais amplo

O comportamento das chuvas em Rio Branco tem apresentado variações notáveis ao longo dos primeiros meses de 2026. Em janeiro, a situação foi diametralmente oposta à de fevereiro, com o município registrando um volume expressivo de 644,9 mm de chuva. Este elevado acumulado contribuiu diretamente para a cheia do Rio Acre ainda no início do ano, impactando a região e exigindo ações coordenadas das autoridades.

Perspectivas para os próximos meses

Segundo o tenente-coronel Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, a tendência para o mês de abril aponta para uma redução significativa na quantidade de precipitações. “A tendência é que essa chuva diminua. Nós já estamos em uma outra situação, a partir de agora, possivelmente, as chuvas de abril vão ser abaixo do esperado. Nós devemos ter um início da diminuição das chuvas e também o início de uma estiagem”, afirmou o oficial, destacando a transição para um período mais seco.

O monitoramento contínuo realizado pela Defesa Civil tem sido fundamental para acompanhar essas oscilações climáticas. Apenas no dia 22 de março, o acumulado de chuva já havia atingido o equivalente a 82,7% do volume total esperado para todo o mês, demonstrando a intensidade das precipitações na segunda quinzena. As autoridades locais mantêm o alerta para possíveis eventos extremos e reforçam a importância do planejamento preventivo diante da imprevisibilidade do clima na região amazônica.

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