O mês de fevereiro ainda não chegou à sua metade, mas o volume de chuva em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, já superou em impressionantes 34% a média prevista para todo o período. Até o dia 10, a cidade havia registrado 84% da precipitação esperada para os 28 dias, um cenário que chama a atenção de meteorologistas e moradores.
Dados alarmantes e previsões futuras
Segundo informações do Climatempo, até o momento, foram contabilizados 238 milímetros de chuva, enquanto a média histórica para fevereiro é de 177 milímetros. Isso representa um excesso de 61 milímetros, um valor significativo que reflete a intensidade das chuvas recentes na região.
Os meteorologistas alertam que esses números podem aumentar ainda mais nos próximos dias. Embora Ribeirão Preto não esteja mais sob a influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que costuma trazer nuvens carregadas por períodos prolongados, pancadas de chuva ainda devem marcar o verão local.
Trégua temporária e condições climáticas
No entanto, o temporal deve dar uma trégua nos próximos dias. O sol deve aparecer com mais frequência, e o tempo tende a ficar mais abafado. A região continua recebendo umidade proveniente do Norte do país, o que resulta em chuvas isoladas, principalmente no fim da tarde e à noite.
Nesta quinta-feira (12), cidades como Guatapará, Guariba, Igarapava e Jaboticabal, na região de Ribeirão Preto, podem registrar temperaturas próximas dos 30ºC, combinando calor com a possibilidade de precipitações esparsas.
Recorde histórico e impactos anteriores
Este não é o primeiro ano em que Ribeirão Preto enfrenta chuvas acima da média em fevereiro. Em 2019, a cidade bateu um recorde, com 59% a mais de chuva do que o previsto, fechando o mês com o maior volume desde 2014: 331 milímetros, contra uma média esperada de 208,9 milímetros.
Naquela ocasião, a cidade teve 14 dias de chuva, incluindo temporais que causaram estragos na infraestrutura urbana e diversos pontos de alagamento. Esse histórico serve como um alerta para os possíveis impactos das precipitações atuais, que já têm sido associadas a eventos como alagamentos e o aumento do nível do Rio Pardo.
As autoridades e a população permanecem atentas às condições climáticas, enquanto os meteorologistas monitoram de perto a evolução do tempo na região, esperando que as chuvas não causem danos significativos como em anos anteriores.



