Elon Musk debate envelhecimento em Davos: 'problema solucionável', mas com riscos sociais
Musk: envelhecimento é 'solucionável', mas morte tem benefícios

O bilionário Elon Musk, fundador de empresas como Tesla, SpaceX, X e xAI, participou do Fórum Econômico Mundial, realizado nesta semana em Davos, na Suíça, e gerou polêmica ao discutir o tema do envelhecimento humano. Em uma conversa com Larry Fink, CEO da BlackRock, Musk afirmou que o envelhecimento é um "problema bastante solucionável", expressando otimismo sobre futuros avanços científicos.

Visão otimista sobre combate ao envelhecimento

Durante o evento, Musk destacou sua crença de que, com o tempo, a humanidade será capaz de compreender as causas fundamentais do envelhecimento e desenvolver formas eficazes de combatê-lo. Ele argumentou que o processo deve estar ligado a algo "incrivelmente óbvio", já que afeta todas as células do corpo de maneira uniforme.

"Nunca vi ninguém com um braço esquerdo velho e um braço direito jovem. Então, por que isso acontece? Deve haver um tipo de relógio que sincroniza 35 trilhões de células no seu corpo", explicou Musk, sugerindo a existência de um mecanismo biológico central que regula o envelhecimento.

Questionamentos sobre os benefícios da longevidade extrema

No entanto, o empresário também levantou dúvidas críticas sobre se a solução do envelhecimento seria realmente benéfica para a sociedade. Musk ponderou que a morte, apesar de ser um evento trágico, tem alguns benefícios em termos de renovação social e dinamismo.

"Existe uma razão para não vivermos para sempre, porque, se as pessoas viverem muito mais, acho que haveria o risco de uma ossificação da sociedade, de tudo ficar estagnado. Isso pode se tornar sufocante, com falta de vitalidade", afirmou Musk, segundo relatos do site Business Insider.

Equilíbrio entre avanço científico e impacto social

Apesar dessas ressalvas, Musk manteve uma postura positiva em relação ao progresso científico. Ele reiterou sua convicção de que a humanidade encontrará formas de prolongar a vida e, possivelmente, até reverter os efeitos do envelhecimento, classificando essa possibilidade como "altamente provável".

Essa discussão ocorre em um contexto de crescente interesse global por pesquisas sobre longevidade e antienvelhecimento, com investimentos significativos em biotecnologia e saúde. A fala de Musk no Fórum Econômico Mundial reflete um debate mais amplo sobre os limites éticos e sociais das inovações científicas, destacando a necessidade de equilibrar o progresso com considerações sobre o bem-estar coletivo.