Porto Velho é a pior capital para viver no Brasil, aponta IPS 2026
Porto Velho é a pior capital para viver, diz IPS 2026

Porto Velho, capital de Rondônia, foi classificada como a pior capital para se viver no Brasil, de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) 2026. A cidade ocupa a última posição no ranking que avalia as 26 capitais e o Distrito Federal, com uma pontuação de 58,59, inferior à média nacional de 63,40.

O que é o IPS?

O IPS é uma ferramenta internacional que mede o desempenho social e ambiental de países, estados e municípios. No Brasil, o levantamento avaliou os 5.570 municípios com base em 57 indicadores, divididos em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos para o bem-estar e oportunidades.

Ranking das últimas capitais

Além de Porto Velho, outras capitais com baixo desempenho incluem Macapá (59,65), Maceió (61,96), Salvador (62,18) e Recife (63,22). A cidade de Rolim de Moura, também em Rondônia, é a mais bem colocada do estado, com 62,85 pontos.

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Entre as capitais, Curitiba lidera com a melhor nota, seguida por Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.

Problemas históricos de infraestrutura

Porto Velho enfrenta desafios crônicos de saneamento básico. Segundo o Instituto Trata Brasil, a capital ocupa as piores posições entre as 100 maiores cidades do país nesse quesito há dez anos. Apenas 9,89% da população tem acesso ao tratamento de esgoto, e mais da metade dos moradores vive sem água tratada.

Indicadores de saneamento

  • Acesso à água potável: última colocação (100ª posição)
  • Acesso à coleta de esgoto: 96ª posição
  • Volume de esgoto tratado sobre água consumida: 98ª posição
  • Investimento por habitante: 96ª posição

População e contexto

De acordo com o Censo de 2022 do IBGE, Porto Velho tem 460.434 habitantes, com estimativa de 517.709 para 2025. No ranking dos estados, Rondônia ocupa o 23º lugar, com média de 58,60 pontos, à frente apenas de Amapá, Acre, Maranhão e Pará.

Sobre o IPS Brasil

O IPS Brasil foi desenvolvido por uma rede colaborativa liderada pelo Imazon, em parceria com a Fundação Avina, Amazonia 2030, Anattá Pesquisa e Desenvolvimento, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative. A iniciativa tem como referência o IPS Amazônia de 2014.

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