Nova Estrutura para Tratamento de Água em Rio Branco Promete Mais Eficiência
Desarenador na ETA II de Rio Branco deve melhorar abastecimento

Construção do desarenador na ETA II de Rio Branco

Com capacidade de filtrar mil litros por segundo, a Estação de Tratamento de Água II (ETA II), que abastece cerca de 60% de Rio Branco, deve receber um novo equipamento para remoção de areia e partículas sólidas na etapa inicial do tratamento da água. A ETA II abastece todo o Segundo Distrito e parte do primeiro, um universo de mais de 250 mil pessoas espalhadas por mais de 50 bairros e o equivalente a 60% da área urbana da capital.

A ordem de serviço para a construção do desarenador em concreto foi assinada na última quarta-feira (23) pelo Serviço de Água e Esgoto da capital (Saerb), com valor total da obra orçada em R$ 6,67 milhões e conta com recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). A construção deve ser concluída, de acordo com o Saerb, antes do próximo inverno amazônico, com o objetivo de garantir mais regularidade no abastecimento e segurança hídrica para a população.

Benefícios do novo equipamento

O projeto também visa proteger os equipamentos, reduzir os desgastes das estruturas e aumentar a eficiência operacional do sistema, tendo em vista os problemas já apresentados na estação. De acordo com o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, os períodos em que a turbidez do Rio Acre está alta impactam o processo de tratamento da água. A turbidez é falta de transparência da água, causada pela presença de partículas sólidas em suspensão, como lodo, balseiros e matéria orgânica.

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“Quando a água vem direto do rio, com alta turbidez, precisamos reduzir a produção. Antes eram dois ou três dias nessas condições, mas no ano passado chegamos a ter 11 dias seguidos, o que comprometeu o tratamento e afetou o abastecimento na ponta”, detalhou. Com o novo equipamento, a expectativa, segundo Enoque, é que o sistema tenha mais estabilidade, já que o desarenador retira até 80% do material suspenso, como areia e barro, de forma natural e sem utilizar produtos químicos.

A obra, ainda conforme a autarquia, apresenta uma estimativa de redução de até 15% no uso de produtos químicos, representando cerca de R$ 2 milhões por ano. “Isso permite que a água chegue mais equilibrada para o tratamento, garantindo que a gente mantenha a capacidade máxima da estação mesmo em períodos críticos”, explicou.

Histórico de problemas na ETA II

Nos últimos anos, o sistema de abastecimento de água da capital tem enfrentado diversos problemas e chegou a entrar em colapso em alguns momentos. A capital acreana é abastecida por duas estações de tratamento de água, ETA I e ETA II, e ambas apresentaram diversas falhas desde março de 2024. Em julho daquele ano, parte da estrutura da ETA II desabou após sofrer com erosões constantes desde que as águas do Rio Acre baixaram após a enchente de 2024. Ninguém se feriu.

No dia 24 de março do ano passado, o governo federal anunciou o envio de R$ 9,5 milhões em recursos para a aquisição de bombas centrífugas utilizadas no saneamento básico. Antes disso, em dezembro de 2024, o ministro da Integração, Waldez Góes, anunciou quase R$ 17 milhões para reconstrução da estação.

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