A Defesa Civil de São Paulo iniciou na quinta-feira, 14, a demolição de residências no bairro Jaguaré, zona oeste da capital paulista, após uma explosão que resultou na morte de duas pessoas e deixou outras duas feridas no início desta semana. Inicialmente, cinco casas localizadas nas proximidades imediatas do local da explosão estão sendo demolidas a pedido da Polícia Técnico-Científica, que necessita escavar os escombros para realizar a perícia e determinar as causas da detonação.
Além dessas, outras 22 residências permanecem interditadas devido ao risco de desabamento, enquanto 85 imóveis já foram vistoriados e liberados para o retorno dos moradores. Na quinta-feira, 14, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirmou a segunda morte decorrente da explosão. A vítima era o pintor Francisco Albino, de 62 anos, que estava internado no Hospital Regional de Osasco após ser arremessado pela detonação. O primeiro óbito foi do vigilante Alexsandro Fernandes Nunes, de 45 anos, que foi retirado dos escombros no mesmo dia do incidente, na última segunda-feira, 11.
Um funcionário da Sabesp que trabalhava na obra no momento da explosão continua internado em estado grave no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Na terça-feira, outro morador do bairro que sofreu ferimentos recebeu alta hospitalar.
Prazo para esclarecimentos de Sabesp e Comgás
Termina nesta sexta-feira, 15, o prazo para que as concessionárias Sabesp e Comgás enviem os primeiros esclarecimentos ao governo do estado sobre as causas da explosão. Investigações iniciais indicam que a detonação ocorreu após as empresas atingirem uma tubulação de gás durante uma obra na Rua Piraúba, no bairro Jaguaré. Ambas as empresas foram notificadas pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), órgão responsável pela fiscalização das concessionárias no estado.
Até o momento da publicação desta reportagem, os documentos exigidos ainda não haviam sido enviados pelas companhias. “A Arsesp seguirá acompanhando o caso e adotará as medidas cabíveis a partir das informações técnicas apresentadas”, afirmou a agência em nota enviada a VEJA.



