O partido Agir protocolou uma ação civil no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) neste domingo (3) questionando a viabilidade da realização de eleições suplementares para os cargos de governador e vice-governador no estado. A legenda solicita que o tribunal informe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a impossibilidade de realizar o pleito.
Argumentos do partido
Na ação, o Agir argumenta que a realização de um novo pleito antes das eleições gerais de outubro de 2026 pode comprometer a soberania popular e gerar instabilidade institucional. O partido defende que a realização de eleições suplementares em um curto intervalo de tempo pode causar confusão entre os eleitores e desgaste do processo democrático.
Contexto da cassação
O processo foi apresentado ao TRE-RR após o TSE cassar o mandato do governador Edilson Damião (União) e determinar a realização de eleições diretas. A Corte em Roraima marcou o novo pleito para o dia 21 de junho. Enquanto isso, o estado é comandado pelo governador interino Soldado Sampaio (Republicanos).
O Agir pede que o TRE-RR reconheça a impossibilidade técnica e jurídica de realizar as eleições suplementares, considerando o calendário eleitoral e a necessidade de preparação logística. A legenda também solicita que o TSE seja informado sobre a decisão, para que possa tomar as providências cabíveis.
O caso ainda será analisado pelo TRE-RR, que deverá decidir sobre o pedido do partido. Enquanto isso, a população de Roraima aguarda os desdobramentos do processo eleitoral no estado.



