Rompe dique da Vale em Congonhas; ministro determina apuração de responsabilidade
Dique da Vale rompe em Congonhas; ministro pede apuração

Rompe dique da Vale em Congonhas; ministro determina apuração imediata

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um intenso fluxo de água após o rompimento de um dique da Vale na região de Congonhas, na Região Central de Minas Gerais. O incidente ocorreu na madrugada do último domingo (25), data que marca exatamente sete anos da tragédia de Brumadinho, um marco sombrio na história da mineração brasileira.

Ministro de Minas e Energia exige fiscalização rigorosa

Diante da gravidade do ocorrido, o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) apure com urgência a responsabilidade pelo extravasamento do reservatório. O acidente aconteceu no limite entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, em uma área de mineração já conhecida por sua atividade intensa.

Em comunicado oficial, o ministro solicitou ainda a adoção imediata de uma fiscalização rigorosa sobre todas as estruturas impactadas pela mineração na região. A medida visa prevenir novos incidentes e garantir a segurança das comunidades vizinhas.

Estrutura pertence à mina de Fábrica da Vale

De acordo com informações divulgadas pela própria Vale, a estrutura que se rompeu pertence à mina de Fábrica, operada pela empresa. Imagens aéreas e de drones revelam a extensão da área atingida pelo extravasamento de água carregada de sedimentos, proveniente de uma cava pertencente à mineradora.

O local afetado pelo fluxo de água e lama pertence, contudo, a outra grande empresa do setor: a CSN Mineração. Apesar do acidente, a CSN informou que suas operações continuam normalmente, sem interrupções significativas.

Não há registro de feridos, mas impactos ambientais são avaliados

Ambas as mineradoras afirmaram que não há registro de feridos ou de impacto direto à comunidade local. No entanto, a situação ainda preocupa autoridades e ambientalistas.

Equipes da Defesa Civil estadual já estão no local desde esta segunda-feira (26) para acompanhar de perto a situação. O foco principal é avaliar possíveis impactos ambientais decorrentes do extravasamento, como contaminação de solos e corpos hídricos.

ANM ainda não se pronunciou oficialmente

O g1 procurou a Agência Nacional de Mineração (ANM) para obter mais detalhes sobre as investigações em andamento, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. A falta de um posicionamento imediato da agência reguladora levanta questões sobre a eficácia dos mecanismos de controle e monitoramento no setor mineral.

Este incidente reacende o debate sobre a segurança das barragens e reservatórios de mineração no Brasil, especialmente em um momento sensível como o aniversário da tragédia de Brumadinho. A comunidade aguarda ansiosamente por mais informações e por ações concretas para evitar que histórias semelhantes se repitam.