Temporal derruba ponte e deixa carreta pendurada em Rio Negro (MS)
Temporal derruba ponte e deixa carreta pendurada em MS

Temporal derruba ponte e deixa carreta pendurada em Rio Negro (MS)

A ponte de concreto na MS-080, conhecida como Ponte do Rio do Peixe, cedeu na manhã deste domingo (22) em Rio Negro, Mato Grosso do Sul, deixando uma carreta pendurada em uma situação dramática. A estrutura já era monitorada pela Defesa Civil após as tempestades que atingiram a região, mas o agravamento das condições levou ao colapso.

Monitoramento e alertas prévios

No dia 2 de fevereiro, a Defesa Civil informou que a ponte apresentou problemas significativos após as fortes chuvas, que provocaram a queda das cabeceiras. Desde então, a situação se deteriorou progressivamente, com autoridades emitindo alertas sobre a estabilidade da estrutura. O acidente, felizmente, não resultou em feridos, mas expôs os riscos contínuos enfrentados pela comunidade.

Suspeita de excesso de peso e resposta das autoridades

Após o incidente, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), levantou a suspeita de que a carreta tenha atravessado a ponte com excesso de peso. O secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, destacou que há placas no local indicando claramente o limite de peso permitido, mas isso pode ter sido ignorado. Em resposta imediata, duas rotas alternativas estão sendo preparadas para garantir o acesso ao município até a reconstrução da ponte.

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"Uma delas indo pela Ayrton Hulk, que vai para São Gabriel do Oeste e a outra dando acesso para a região do Pantanal. São duas vicinais do município que a Agesul irá providenciar a melhoria, para dar escoamento tanto aos produtores como o transporte escolar do município", explicou Alcântara. O prefeito Henrique Ezoe (PSDB) também está envolvido nos esforços para mitigar os impactos.

Previsão de mais chuvas e orientações de segurança

A Polícia Militar Ambiental alertou que a previsão é de mais chuvas na região, aumentando os riscos de novos incidentes. Por isso, a orientação é que motoristas que não conhecem a área evitem o local por segurança, para não ficarem atolados ou enfrentarem perigos adicionais. A combinação de chuvas intensas e infraestrutura comprometida cria um cenário de alto risco.

Decreto de emergência e impactos amplos

No início de fevereiro, a prefeitura decretou emergência por 180 dias nas áreas urbanas e rurais, após as fortes chuvas registradas na noite de 2 de fevereiro de 2026. O temporal não só derrubou pontes, mas também destruiu estradas, acessos e alagou casas, causando prejuízos significativos a moradores e danos a estruturas públicas e privadas. Segundo a Defesa Civil, cerca de 700 pessoas ficaram isoladas, e o município não conseguiu atender a situação de forma imediata, destacando a gravidade do desastre.

As chuvas também causaram a queda de outras pontes, como a sobre o Rio Taboco na MS-352 em Corguinho, que foi levada pela enxurrada, além de danos em estradas, isolamento de comunidades e alagamento de casas. Este evento sublinha a vulnerabilidade da região a fenômenos climáticos extremos e a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura resiliente.

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