Juiz de Fora ainda enfrenta destruição dois meses após temporal histórico com 66 mortes
Juiz de Fora com destruição 2 meses após temporal com 66 mortes

Juiz de Fora ainda enfrenta cenário de devastação dois meses após temporal histórico

Sessenta dias após o temporal histórico que devastou Juiz de Fora e resultou em 66 mortes, a cidade da Zona da Mata mineira continua apresentando um cenário de destruição em diversos pontos. Em muitos locais, amontoados de terra e escombros permanecem, enquanto moradores aguardam vistorias da Defesa Civil para determinar se poderão retornar às suas residências.

Dados oficiais e situação das vistorias

Conforme informações da prefeitura, até o momento, foram registradas 8.094 ocorrências relacionadas ao desastre. Destas, 6.992 já receberam atendimento da Defesa Civil, enquanto outras 1.102 seguem pendentes, todas com pelo menos uma tentativa de vistoria realizada. A Defesa Civil adota um protocolo de notificação, fixando um papel visível na residência para informar sobre a tentativa de visita, e, se necessário, solicita a vizinhos que comuniquem aos moradores. Os endereços retornam à lista de rotas a serem vistoriadas, sem limite de tentativas devido ao estado de calamidade.

Cenários de destruição em bairros afetados

Rua Doutor Augusto Eckman, no Jardim Natal: Uma das imagens mais impactantes mostra um carro ainda preso entre os escombros não removidos, juntamente com itens domésticos como máquina de lavar, geladeira e colchão, evidenciando a lentidão na limpeza.

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Avenida Olavo Bilac, no bairro Cerâmica: Conhecida como 'Curva da Miséria', a via permanece fechada devido a um deslizamento que afetou a encosta, atingindo a avenida e casas do entorno, impedindo a circulação de ônibus e outros veículos.

Macromural, no bairro Esplanada: A situação pouco se alterou, com a Prefeitura estudando a demolição do conjunto de casas que compõem o macromural artístico, enquanto moradores ainda permanecem no local.

Rua do Carmelo, no Paineiras: Ainda há muitos escombros para serem retirados, incluindo uma escadaria com galhos, pedras e itens das casas atingidas, onde cinco pessoas da mesma família perderam a vida.

Rua Murilo Miranda de Andrade, no Paineiras: Trabalhos de limpeza continuavam sendo realizados recentemente, em um local onde um policial penal morreu soterrado após salvar a esposa e vizinhos.

Impacto contínuo e desafios de reconstrução

A persistência dos escombros e a demora nas vistorias refletem os desafios enfrentados pela cidade na recuperação pós-desastre. Moradores vivem em condições precárias, com incertezas sobre o retorno às suas casas, enquanto autoridades buscam gerenciar as milhares de ocorrências em meio a recursos limitados. A reconstrução de áreas críticas, como a Estrada Engenheiro Gentil Forn, ainda não tem estimativa de custo ou início das obras, prolongando o sofrimento das comunidades afetadas.

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