Fazendeiro de 72 anos morre arrastado por correnteza em córrego de Minas Gerais
Idoso morre arrastado por correnteza em Minas Gerais

Fazendeiro de 72 anos morre arrastado por correnteza em córrego de Minas Gerais

O fazendeiro Edson Paulino, de 72 anos, faleceu após ser arrastado pela forte correnteza do córrego Santo Antônio, em João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais. O idoso, conhecido na região pela produção e venda de queijos artesanais, desapareceu no dia 21 de janeiro, quando tentava atravessar o curso d'água a cavalo para comercializar seus produtos.

Desaparecimento e buscas intensas

Segundo relatos de testemunhas, o volume de água no córrego estava significativamente elevado devido às chuvas intensas que atingiram a região nos dias anteriores. A filha de Edson, Edna Vanessa de Oliveira, relembrou que o pai costumava cruzar o córrego diariamente para se encontrar com um tio e seguirem juntos até a área urbana de João Pinheiro.

"Naquele dia, ele não chegou na casa do meu tio e não atendia ao telefone. Por isso, passamos a procurar por ele imediatamente", contou Edna, emocionada. As buscas iniciais foram concentradas na região até o dia 24 de janeiro.

Operação de resgate envolveu Corpo de Bombeiros

No dia 25 de janeiro, o Corpo de Bombeiros de Unaí foi acionado para auxiliar os militares de João Pinheiro em uma ocorrência de afogamento registrada na região de Malhada Bonita, no distrito de Luizlândia do Oeste. As equipes iniciaram uma operação especializada em salvamento aquático, utilizando recursos técnicos e percorrendo mais de 300 quilômetros ao longo do curso da água.

Os militares enfrentaram condições adversas, incluindo o aumento do volume e a força da correnteza, que dificultaram as buscas tanto por terra quanto pela água. A operação se estendeu de forma ininterrupta, demonstrando o empenho das autoridades em localizar o fazendeiro.

Corpo encontrado a 200 quilômetros de distância

Após oito dias de buscas intensas, o corpo de Edson Paulino foi finalmente localizado no dia 29 de janeiro. Moradores da região encontraram os restos mortais a cerca de 500 metros de onde o rio Paracatu deságua no rio São Francisco, no distrito de Barra do Rio, em Santa Fé de Minas.

O local fica aproximadamente 200 quilômetros distante de onde Edson foi visto pela última vez, evidenciando a força da correnteza que o arrastou. A descoberta trouxe um desfecho trágico para a família e a comunidade, que aguardavam ansiosamente por notícias.

Homenagens e lembranças do fazendeiro

Edson Paulino era uma figura querida na região, lembrado não apenas como um dedicado produtor de queijos, mas também como um pai exemplar. Sua filha Edna destacou o legado afetivo que ele deixa. "O que fica agora são as lembranças. Ele era um ótimo pai e um trabalhador incansável", afirmou.

Clientes fiéis e familiares compartilharam memórias do fazendeiro, que atravessava o córrego todos os dias com perseverança para manter sua atividade comercial. O acidente serve como um alerta sobre os perigos de cruzar cursos d'água durante períodos de chuvas fortes, especialmente em áreas rurais onde a infraestrutura pode ser limitada.

A tragédia reforça a importância de medidas de segurança e a necessidade de atenção às condições climáticas, que podem transformar rotinas simples em situações de risco extremo. A comunidade de João Pinheiro e arredores lamenta a perda de um de seus membros mais dedicados e respeitados.