Cisterna flutuante em barragem do RN intriga pescadores e autoridades
Uma cena inusitada chamou a atenção de pescadores no interior do Rio Grande do Norte neste domingo (19): uma cisterna de tijolos e cimento foi avistada boiando sobre as águas da barragem de Oiticica, localizada em Jucurutu. A estrutura, comum em comunidades rurais para armazenamento de água, estava intacta e até permitiu que os pescadores subissem em cima dela, gerando curiosidade e espanto.
Confirmação oficial e detalhes da barragem
A imagem da cisterna flutuante foi confirmada pelo diretor-presidente do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn), Procópio de Lucena. A barragem de Oiticica, inaugurada em março de 2025 após 12 anos de obras, é a segunda maior do estado e recentemente ultrapassou os 50% de seu volume, chegando a 63% nesta terça-feira (21), segundo dados do Igarn, graças às chuvas que atingiram a região.
Histórico e importância da obra
A construção da barragem, que começou em 2013, ocorreu sobre a antiga comunidade Barra de Santana, inundada após o enchimento do reservatório. Com a presença do presidente Lula na inauguração, o empreendimento beneficia 294 mil pessoas em 22 municípios potiguares. O projeto, elaborado há 72 anos pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), teve um investimento total de R$ 765.988.792,33, incluindo R$ 161 milhões do Novo PAC, e faz parte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).
Contexto hídrico do Rio Grande do Norte
Enquanto Oiticica se destaca como a segunda maior barragem do estado, a maior reserva hídrica continua sendo a barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, localizada entre São Rafael, Itajá e Assú, com capacidade para 2,4 bilhões de metros cúbicos de água. O incidente da cisterna flutuante ressalta a dinâmica das águas na região e a adaptação das comunidades às mudanças ambientais.



