Chuvas intensas no Vale do Paraíba causam alagamentos, desabrigados e alerta para deslizamentos
Chuvas no Vale do Paraíba causam alagamentos e desabrigados

Chuvas intensas no Vale do Paraíba provocam estragos e deixam dezenas de desabrigados

Uma sequência de chuvas fortes tem castigado a região do Vale do Paraíba, no estado de São Paulo, desde a última segunda-feira (9), resultando em uma série de ocorrências graves. Os municípios mais afetados enfrentam alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos de terra e até a abertura de crateras em vias públicas. A situação exigiu a mobilização das defesas civis municipais e estadual, com alertas sendo emitidos para prevenir maiores tragédias.

Taubaté: epicentro dos estragos com mais de 30 desabrigados

Em Taubaté, os efeitos das precipitações foram particularmente severos. Cerca de 120 residências foram invadidas pelas águas, especialmente no bairro Santa Tereza, onde um córrego transbordou devido ao volume pluviométrico elevado. As ruas alagadas obrigaram moradores a abandonarem suas casas em busca de segurança.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo confirmou que pelo menos 26 adultos e seis crianças tiveram que deixar seus imóveis. Essas famílias foram encaminhadas para a escola municipal Professora Docelina Silva de Campos Coelho, que serve como abrigo temporário. Felizmente, não há registro de vítimas fatais na cidade.

Além dos danos residenciais, a chuva também impactou o trânsito local. A rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, em trecho próximo ao bairro Santa Tereza, sofreu interdição total devido ao alagamento, complicando a mobilidade urbana e regional.

Outras cidades da região também sofrem com os temporais

A situação crítica não se limita a Taubaté. Em Caçapava, uma cratera de quatro a cinco metros de extensão se abriu na Estrada da Tataúba, no bairro Perinho, após as chuvas. A via, que conecta Caçapava a Taubaté, teve que receber a intervenção de órgãos municipais para avaliação e reparos.

São José dos Campos registrou quedas de árvores de grande porte, incluindo uma de aproximadamente 20 metros na avenida José Longo, que levou à interdição parcial da via. Equipes da prefeitura atuam para remover os detritos e restabelecer a normalidade.

Outros municípios relataram problemas diversos:

  • Monteiro Lobato: Quedas de barreiras e árvores, principalmente na Estrada do Livro.
  • Natividade da Serra: Deslizamentos de terra e danos em duas pontes.
  • Bragança Paulista: Maior acumulado de chuva do estado, com mais de 100 milímetros em 24 horas, causando alagamentos em vias centrais.
  • Guaratinguetá: Alerta emitido devido ao risco de transbordamento do Rio Paraíba do Sul, cujo nível ultrapassou 5,30 metros.
  • Atibaia e São Luiz do Paraitinga: Quedas de árvores que interromperam o tráfego em avenidas e rodovias.

Defesa Civil emite alerta para deslizamentos em 45 municípios

Diante do cenário preocupante, a Defesa Civil do Estado de São Paulo ampliou para 45 municípios o estado de atenção para deslizamentos de terra. Desse total, 22 cidades pertencem à região do Vale do Paraíba e áreas adjacentes. A medida se deve aos altos volumes de chuva registrados nas últimas 72 horas, que saturaram o solo e aumentaram os riscos, especialmente em encostas e áreas mapeadas como vulneráveis.

Entre as localidades em alerta estão:

  1. Aparecida
  2. Caçapava
  3. Caraguatatuba
  4. São José dos Campos
  5. Taubaté
  6. Ubatuba
  7. Bragança Paulista
  8. Atibaia
  9. Piracaia
  10. Outras 13 cidades da região

O nível de atenção implica na necessidade de vigilância redobrada por parte das defesas civis municipais e da população. As autoridades recomendam que moradores de áreas de risco fiquem atentos a sinais como rachaduras no solo, trincas em paredes e inclinação de árvores. Em caso de perigo iminente, a orientação é deixar o local imediatamente e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.

As equipes de emergência continuam monitorando a situação, com planos de contingência ativados em várias cidades para oferecer acolhimento e assistência às famílias afetadas. A previsão é de que as chuvas persistam, exigindo cautela e preparo contínuos por parte dos órgãos públicos e da comunidade.