Cheia de rios impacta quatro municípios do interior do Acre com danos significativos
Quatro municípios do interior do Acre enfrentam graves consequências devido à cheia dos mananciais, com rios ultrapassando cotas de transbordamento e causando prejuízos em áreas urbanas, rurais e indígenas. Nesta terça-feira (3), Sena Madureira, Feijó, Santa Rosa do Purus e Cruzeiro do Sul registraram situações críticas, conforme dados das defesas civis municipais, que monitoram os níveis dos rios e os impactos nas comunidades.
Situação detalhada por município
Em Sena Madureira, o Rio Iaco marcou 15,18 metros, saindo da cota de transbordo de 15,20 metros, após um recuo de 50 centímetros em relação à medição anterior. No entanto, aproximadamente 15.150 pessoas permanecem afetadas, incluindo áreas próximas aos rios Iaco, Caeté, Macauã e Purus. Atualmente, 167 famílias, cerca de 830 pessoas, estão desabrigadas e alojadas em cinco escolas públicas, enquanto outras 1.499 pessoas ficaram desalojadas e buscaram abrigo com parentes.
Em Feijó, o Rio Envira apresentou vazante, marcando 12,38 metros, um recuo de 6 centímetros, mas ainda 38 centímetros acima da cota de transbordamento de 12 metros. Quatro bairros foram atingidos, impactando mais de 160 famílias em áreas urbanas e ribeirinhas. Apenas uma família foi encaminhada para abrigo, e equipes da Defesa Civil realizam visitas em comunidades e aldeias do Baixo Rio Envira, distribuindo alimentos e água para cerca de 90 famílias indígenas.
Em Santa Rosa do Purus, a cheia afeta moradores da área urbana e comunidades tradicionais, com cerca de 220 famílias impactadas. Na zona urbana, aproximadamente 150 casas registraram alagamentos, afetando mais de 750 pessoas. Sete aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas também sofreram prejuízos, embora o nível exato do Rio Purus não possa ser informado devido à falta de régua de medição.
Em Cruzeiro do Sul, o nível do Rio Juruá subiu para 13,55 metros, uma elevação de 6 centímetros, permanecendo acima da cota de transbordamento de 13 metros. Mais de 6 mil moradores estão afetados direta ou indiretamente, com 1.650 famílias enfrentando prejuízos. Onze bairros e 12 comunidades rurais seguem impactados, e outros rios como Croa, Juruá-Mirim e Valparaíso também apresentam elevação. A prefeitura mantém decreto de situação de emergência, classificando o cenário como Situação de Emergência Nível II devido à magnitude dos danos.
Conclusão e perspectivas
A cheia dos rios no Acre continua a desafiar as autoridades locais, com municípios implementando medidas de monitoramento e atendimento às áreas atingidas. A situação evidencia a vulnerabilidade das comunidades ribeirinhas e indígenas, destacando a necessidade de ações coordenadas para mitigar os impactos e apoiar as famílias afetadas. As defesas civis seguem mobilizadas para fornecer assistência e avaliar os danos em tempo real.