Trump se irrita ao ser questionado sobre manifesto de atirador em entrevista
Trump se irrita com pergunta sobre manifesto de atirador

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “não ficou preocupado” após um homem abrir fogo em um evento com jornalistas correspondentes da Casa Branca, onde ele estava presente. A declaração foi feita em tom calmo durante uma entrevista ao programa 60 Minutes, da emissora americana CBS News, que foi ao ar na noite de domingo, 26 de abril.

Detalhes do incidente

Um atirador invadiu o hotel Washington Hilton, onde ocorria o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Ele não chegou ao salão de baile no subsolo, onde Trump estava no momento. As autoridades americanas tratam o incidente como a terceira tentativa de assassinato contra o presidente. As anteriores incluem um ataque a tiros durante um comício eleitoral na Pensilvânia, em julho de 2024, e um homem encontrado de tocaia com um rifle no campo de golfe do líder republicano em setembro do mesmo ano, na Flórida.

“Eu não fiquei preocupado. Eu entendo a vida. Vivemos em um mundo louco”, declarou Trump à CBS News.

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Reação do presidente

Questionado sobre a ordem dos acontecimentos — o vice-presidente J.D. Vance foi retirado às pressas da sala primeiro —, o ocupante do Salão Oval disse que “não facilitou” o trabalho do Serviço Secreto porque “queria ver o que estava acontecendo”. “Eu queria ver o que estava rolando. E, naquele momento, começamos a perceber que talvez fosse um problema sério, grave – e diferente do barulho normal de um salão de baile”, explicou.

Trump também contou que, após os agentes começarem a conduzi-lo para fora do recinto, precisou se abaixar por precaução devido ao risco de tiros. “Comecei a caminhar com eles (equipe de segurança). Virei-me, comecei a andar e eles disseram: ‘Por favor, deite-se. Deite-se no chão.’ Então eu e a primeira-dama deitamos.”

O suspeito e o manifesto

O Serviço Secreto conseguiu levar Trump e outros membros do governo para um local seguro após os disparos, incluindo uma troca de tiros com o suspeito, Cole Tomas Allen. O homem de 31 anos, natural da Califórnia, foi preso no hotel após ser imobilizado. De acordo com o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, o agressor, que estava armado com facas, uma espingarda e uma pistola, pareceu ter agido por motivação política e pretendia matar outros funcionários de alto escalão do governo, além de Trump.

O suspeito teria enviado cartas a familiares criticando duramente o governo Trump, e também escreveu um “manifesto” para justificar seu ataque. No texto de 1.100 palavras, que ele assinou com o codinome “Cole ‘Força Fria’ ‘Assassino Federal Amigável’ Allen”, ele afirmou que pretendia atacar membros do governo “do mais alto escalão ao mais baixo” e acusou Trump de “pedófilo, estuprador e traidor”.

Momento de tensão na entrevista

A entrevista à CBS News ficou tensa quando a apresentadora, Norah O’Donnell, perguntou sobre o conteúdo do manifesto. O presidente americano irritou-se, dizendo que “eu sabia que você leria isso, porque vocês são pessoas horríveis”. Ele disparou ainda: “Eu não sou um estuprador… Eu li o manifesto. Sabe, ele é uma pessoa doente. Não deveria estar lendo isso no 60 Minutes, você é uma vergonha, deveria envergonhar-se de si mesma.”

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