Rússia exige retirada de diplomatas ucranianos de Kiev antes de ataque de represália
Rússia exige retirada de diplomatas ucranianos de Kiev

Rússia intensifica pressão sobre Ucrânia antes do Dia da Vitória

A Rússia emitiu um ultimato às missões diplomáticas ucranianas nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, exigindo a retirada imediata de seus funcionários e cidadãos de Kiev. A medida ocorre em meio a ameaças de um ataque de represália caso a Ucrânia interrompa as comemorações do Dia da Vitória, feriado russo que celebra a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, no próximo sábado, 9 de maio.

Em nota oficial, o Kremlin advertiu que lançará ataques contra a capital ucraniana, incluindo centros de tomada de decisão, se houver qualquer perturbação durante o desfile militar na Praça Vermelha. O governo russo não detalhou a natureza da ameaça, e a Ucrânia ainda não respondeu oficialmente ao comunicado.

Cessar-fogo frágil e violações mútuas

O presidente russo, Vladimir Putin, decretou na segunda-feira um cessar-fogo unilateral para os dias 8 e 9 de maio. Em resposta, a Ucrânia anunciou sua própria trégua, que entrou em vigor à meia-noite de quarta-feira, 6 de maio. No entanto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de violar a suspensão das hostilidades, registrando 1.820 infrações até a madrugada de quarta-feira, incluindo bombardeios, tentativas de assalto, ataques aéreos e uso de drones.

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O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, informou que 108 drones e três mísseis foram disparados contra alvos ucranianos, principalmente nas regiões de Kharkiv e Zaporizhzhia. Zelensky declarou que a Ucrânia responderá com reciprocidade às ações militares russas, afirmando que uma guerra em larga escala não é compatível com celebrações públicas.

Vítimas e danos colaterais

Na região de Sumy, uma mulher morreu em um ataque de drone russo. Outro ataque contra uma creche matou a cuidadora e feriu duas pessoas, segundo o governador regional Oleg Grigorov, que confirmou que nenhuma criança estava no prédio. Por outro lado, a Rússia afirmou ter abatido 347 drones ucranianos entre quarta e quinta-feira. Ataques ucranianos contra edifícios residenciais em Bryansk, cidade russa na fronteira, deixaram 13 feridos, de acordo com o governador local.

Incertezas na linha de frente

Um oficial ucraniano na linha de frente, que falou anonimamente à agência AFP, relatou que os combates não cessaram em Kramatorsk, cidade controlada por Kiev na região de Donetsk. Segundo ele, o inimigo não aceitou as condições do cessar-fogo, e as forças ucranianas responderam na mesma moeda. Outro militar descreveu a noite como mais tranquila que o normal, mas a intensidade das operações de combate continua. A ameaça de drones ucranianos levou Moscou a reduzir o alcance das comemorações de 9 de maio, com o desfile na Praça Vermelha ocorrendo sem equipamento militar pela primeira vez em quase 20 anos.

A Ucrânia defende uma trégua prolongada para facilitar negociações de paz, mas até agora só houve pausas temporárias no conflito, que é o mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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