Jornalista alvo de Trump vence Pulitzer e é aplaudida de pé por colegas
Jornalista alvo de Trump vence Pulitzer e é aplaudida

Uma jornalista que foi alvo do governo Trump venceu o prêmio Pulitzer na segunda-feira (4), o mais prestigiado do Jornalismo, e recebeu uma ovação de pé de seus colegas de redação.

Reconhecimento emocionante

A repórter Hannah Natanson, do jornal The Washington Post, foi laureada na categoria "Serviço Público" por sua cobertura sobre o Doge (sigla para "Departamento de Eficiência Governamental"), criado por Elon Musk em 2025, e sobre os cortes promovidos pelo governo Trump no contingente de funcionários de agências federais dos EUA.

Em um vídeo gravado por um colega, a jornalista aparece emocionada e chorando no momento em que o prêmio foi anunciado. O registro mostra o carinho e o respeito dos colegas, que a aplaudiram de pé.

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Alvo de operação do FBI

Por conta de seu trabalho jornalístico, Hannah foi alvo de uma operação do FBI em janeiro. Agentes federais entraram em sua casa, na Virgínia, revistaram o local e apreenderam seus celulares e dois notebooks, incluindo o de trabalho.

O FBI afirmou, em comunicado oficial, que a operação na residência de Hannah foi necessária para uma investigação sobre vazamento de informações confidenciais envolvendo um contratante do governo federal, que teria retido ilegalmente documentos de defesa nacional. A agência ressaltou que a jornalista não era alvo da investigação.

O Washington Post classificou a ação do FBI como "incomum e agressiva" e recorreu à Justiça contra o governo Trump para recuperar os dispositivos de Hannah. Grupos de defesa da liberdade de imprensa consideraram a operação um ataque ao jornalismo independente nos Estados Unidos.

Contexto do governo Trump

O segundo mandato do governo Trump foi marcado por amplas demissões de trabalhadores de agências federais e pela criação do Doge, com o objetivo de cortar gastos públicos. O departamento, chefiado por alguns meses pelo bilionário Elon Musk, prometia reduzir US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões) em despesas do funcionalismo federal norte-americano. No entanto, a iniciativa acabou gerando prejuízos, além de polêmicas e acusações de abuso de poder.

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