O líder supremo do Irã declarou que os países do Golfo não atuarão mais como escudo para as bases militares dos Estados Unidos na região. Segundo ele, Washington está perdendo influência no Oriente Médio, e essa mudança reflete o declínio do poder americano.
Declaração do líder iraniano
Em um discurso transmitido pela televisão estatal, o aiatolá disse que os governos do Golfo não devem mais permitir que seus territórios sejam usados para proteger instalações militares norte-americanas. Ele afirmou que a presença dos EUA na região é uma fonte de instabilidade e que os países locais devem buscar maior autonomia.
Reações e contexto
A declaração ocorre em meio a negociações de um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. Analistas apontam que a fala do líder iraniano pode ser uma tentativa de aumentar a pressão sobre Washington. Enquanto isso, o preço do petróleo caiu com a expectativa de um entendimento entre as duas nações.
Especialistas destacam que a influência dos EUA no Oriente Médio tem diminuído nos últimos anos, especialmente após a retirada de tropas do Afeganistão e a redução do engajamento militar na região. Países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos têm buscado diversificar suas alianças, aproximando-se de potências como China e Rússia.
Impactos na segurança regional
A mudança de postura dos países do Golfo pode ter implicações significativas para a segurança regional. As bases americanas na região são consideradas estratégicas para operações militares e monitoramento de atividades no Oriente Médio. Sem o apoio logístico desses países, os EUA podem enfrentar dificuldades para manter sua presença militar.
O líder do Hezbollah, grupo libanês aliado do Irã, também comentou o assunto, expressando esperança de que um eventual acordo entre EUA e Irã inclua uma trégua no Líbano. Ele reiterou que o desarmamento do grupo é inaceitável e pediu o fim das conversas diretas com Israel.



