EUA estudam punições a aliados da Otan que negam bases na guerra contra o Irã
EUA estudam punições a aliados da Otan por negarem bases

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda avalia possíveis punições aos países aliados que se recusam a ceder bases militares para a guerra contra o Irã, conforme declarou o secretário de Estado, Marco Rubio, nesta sexta-feira, 8. Em visita a Roma para encontros com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, Rubio classificou a situação como um 'problema sob análise'. Trump já havia manifestado decepção com a líder italiana por vetar o acesso a uma instalação militar às forças americanas.

Retirada de tropas e novas medidas

O governo Trump anunciou a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, medida que, segundo Rubio, já estava planejada e representa um retorno aos níveis de 2022. O secretário afirmou que a redução equivale a menos de 14% do contingente total no país. Além disso, estuda-se a possibilidade de retirar tropas da Itália e da Espanha, devido à oposição desses países à guerra contra o Irã.

Madri, em particular, recusa-se a permitir o uso de bases em seu território para quaisquer operações militares. 'Se uma das principais razões para os EUA estarem na Otan é a capacidade de posicionar forças na Europa que possam ser mobilizadas para outras contingências, e isso não é mais possível, é um problema que precisa ser analisado', disse Rubio em Roma.

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Impacto na aliança militar

Rubio destacou que as decisões finais cabem ao presidente, que ainda não as tomou. No entanto, ele sinalizou que a recusa das bases afetou a missão no Irã, criando custos e perigos desnecessários. 'Temos obrigações globais. Embora sejamos o país mais poderoso do mundo, nossos recursos não são ilimitados', observou.

Entre as possíveis punições estão a suspensão da Espanha da Otan, o rebaixamento de países considerados 'difíceis' em posições estratégicas e a revisão do apoio diplomático a territórios europeus no exterior, como as Ilhas Malvinas, administradas pelo Reino Unido e reivindicadas pela Argentina.

Contexto das tensões

A Itália negou recentemente permissão para que aeronaves americanas em missão de combate ao Oriente Médio pousassem na base aérea de Sigonella, na Sicília. Segundo acordos bilaterais, bases italianas podem ser usadas apenas para fins logísticos. Trump, durante seus mandatos, já ameaçou reduzir tropas na Europa, defendendo que o continente assuma maior responsabilidade por sua defesa.

Líderes europeus têm enfatizado que 'essa guerra não é nossa', recusando apoio direto aos EUA no conflito com o Irã. A crise amplia as tensões entre Washington e seus aliados tradicionais, colocando em xeque décadas de aliança militar.

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