O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, retomou suas operações de navegação na madrugada desta terça-feira (20), após um período de paralisação de 14 horas causado por um forte temporal que atingiu a região na segunda-feira (19). A suspensão das atividades foi necessária para garantir a segurança diante das condições meteorológicas adversas.
Paralisiação e retomada das operações portuárias
De acordo com a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), a decisão de fechar o porto foi tomada às 14h10 de segunda-feira (19). A reabertura e a normalização da entrada e saída de navios ocorreram somente às 4h30 da terça-feira (20). A medida foi baseada em dados concretos de sensores que monitoram as condições do mar.
Segundo a Praticagem, os ventos atingiram uma rajada máxima de 100 km/h, enquanto as ondas chegaram a 2,60 metros de altura. O órgão destacou que, mesmo com a intensificação de fenômenos meteorológicos extremos, a tecnologia permite um acompanhamento em tempo real para decisões de segurança.
Estragos e prejuízos na Baixada Santista
O temporal não afetou apenas a navegação. A forte chuva causou alagamentos em diversas áreas da Baixada Santista. A Defesa Civil do Estado registrou os maiores acumulados em Itanhaém, com 176 milímetros em 24 horas, seguida por Peruíbe, com 171 mm.
Os principais transtornos foram no trânsito, com ruas tomadas pela água, mas também houve relatos de invasão de água em residências e quedas de árvores. Famílias ficaram desalojadas nos municípios de Itanhaém e Mongaguá. A chuva deu trégua na região nesta terça-feira, mas a situação dos desalojados ainda era acompanhada.
Preparação e resposta às emergências
A Praticagem explicou que a infraestrutura de monitoramento, com sensores que medem altura das ondas, marés e intensidade dos ventos, fornece dados objetivos para o gerenciamento de crises. "Com isso, temos dados objetivos e concretos para nos prepararmos para esse tipo de emergência", afirmou o órgão, detalhando que o processo inclui assessorar a Autoridade Marítima no fechamento e na reabertura paulatina do porto, dependendo do calado dos navios.
Procurada, a Autoridade Portuária de Santos (APS) não se manifestou sobre os reflexos econômicos da paralisação até a conclusão da reportagem. O episódio evidencia os desafios das operações portuárias diante da crescente frequência de eventos climáticos severos.