Operação prende esposa de chefe de facção e suspeito tenta jogar R$ 50 mil pela janela
Suspeito tenta jogar R$ 50 mil pela janela em operação

A operação que resultou na prisão da esposa de um dos líderes da facção Comando Vermelho flagrou um suspeito tentando se desfazer de R$ 50 mil em dinheiro e um aparelho celular jogando-os pela janela. O caso ocorreu nesta quinta-feira (7), no bairro do Rio Vermelho, área nobre de Salvador, durante a ação deflagrada na Bahia e no Rio de Janeiro.

Além da esposa do chefe da facção, outras três pessoas foram presas, e três mandados de prisão já foram cumpridos no sistema prisional. De acordo com a Polícia Civil (PC), o homem flagrado na capital baiana não era alvo inicial da operação, mas acabou detido em flagrante por obstrução de investigação. Os demais envolvidos possuíam mandados de prisão em aberto. O grupo é suspeito de integrar a facção criminosa.

Operação Swell

Além do Rio Vermelho, a operação Swell cumpriu mandados de prisão no Complexo do Nordeste de Amaralina, também em Salvador, e no bairro de Jacarepaguá, na capital fluminense. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, sendo 13 na Bahia (nos municípios de Salvador, Itaparica e Maragogipe) e dois no Rio de Janeiro.

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As autoridades apreenderam dois veículos de alto padrão — um Volvo e um Nivus —, uma motocicleta, 12 celulares, equipamentos eletrônicos, documentos e R$ 60 mil em espécie.

Facção na mira da polícia

Segundo a polícia, o chefe da facção criminosa, natural da Bahia, está foragido e escondido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Ele foi identificado pelo prenome Lucas e é conhecido pelo apelido "Surfista". Sua esposa, Jéssica Silva Peres de Souza, foi localizada em um imóvel de alto padrão na Estrada do Engenho D’Água, em Jacarepaguá. As investigações apontam que ela era responsável pela engrenagem financeira e pela lavagem de dinheiro do grupo criminoso.

Os detentos com mandados cumpridos foram identificados como Fábio de Sousa Costa, Antônio Caíque Santos Correia e Wesley Barros Argolo Silva. Já os suspeitos com mandados de prisão na capital baiana desempenhavam funções específicas na organização, incluindo transporte de armas e drogas, gerência do tráfico em uma região do Nordeste de Amaralina e participação no esquema financeiro da facção. Um deles é primo do líder foragido.

A operação continua em andamento para localizar o chefe da facção e outros envolvidos.

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