Comportamento: ‘Subir para cima’? Os vícios de linguagem que sabotam sua comunicação
Você usa pleonasmos sem perceber? Veja exemplos comuns no trabalho e melhore sua clareza, objetividade e imagem profissional. Por Noslen Borges
Um executivo nocauteado pelos pleonasmos: resultado final? surpresa inesperada?
O que são pleonasmos e por que evitá-los no trabalho?
No dia a dia corporativo, a comunicação precisa ser: clara, direta e eficiente. Quando você usa pleonasmos, sua mensagem fica mais longa do que deveria e, muitas vezes, menos profissional. A seguir, veja os erros mais comuns e como corrigi-los.
Subir para cima
“Vamos subir para cima com esse projeto.” “Subir” já indica direção. Melhor: “Vamos subir com esse projeto” ou “Vamos avançar com esse projeto”.
Planejar antecipadamente
“Precisamos planejar antecipadamente o próximo trimestre.” Melhor: “Precisamos planejar o próximo trimestre” ou “Precisamos nos antecipar ao próximo trimestre”.
Alinhamento prévio
“Vamos fazer um alinhamento prévio antes da reunião.” Melhor: “Vamos fazer um alinhamento antes da reunião” ou “Vamos alinhar os pontos antes da reunião”.
Certeza absoluta
“Tenho certeza absoluta de que isso vai dar certo.” Melhor: “Tenho certeza de que isso vai dar certo” ou “Estou confiante de que isso vai dar certo”.
Resultado final
“Esse é o resultado final da análise.” Melhor: “Esse é o resultado da análise” ou “Esse é o desfecho da análise”.
Entrar para dentro
“Ele entrou para dentro da sala.” Melhor: “Ele entrou na sala”.
Repetir de novo
“Vou repetir de novo para ficar claro.” Melhor: “Vou repetir para ficar claro”.
Conviver junto
“Precisamos aprender a conviver juntos como equipe.” Melhor: “Precisamos aprender a conviver como equipe” ou “Precisamos fortalecer a convivência da equipe”.
Surpresa inesperada
“Foi uma surpresa inesperada.” Melhor: “Foi uma surpresa” ou “Foi algo inesperado”.
Todo pleonasmo é errado?
Nem sempre. Em alguns casos, ele pode ser usado como recurso de ênfase, especialmente na linguagem mais expressiva: “Vi com meus próprios olhos” ou “Ele mesmo fez isso”.
Conclusão: pequenos ajustes, grande impacto
Os pleonasmos são vícios de linguagem discretos. Eles não impedem a comunicação, mas reduzem a eficiência da sua mensagem e podem afetar a forma como você é percebido profissionalmente. No mundo corporativo, cada palavra comunica. Agora me conta: qual desses você mais escuta no trabalho? Nos vemos na próxima coluna, sempre com ajustes simples que elevam o nível da sua comunicação. Até a próxima!



