A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), uma operação contra uma milícia digital que, segundo as investigações, desviou mais de R$ 25 milhões dos cofres públicos. Entre os alvos dos mais de 30 mandados de busca e apreensão estão políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários de governo, uma agência de publicidade e seus sócios.
De acordo com a PF, a milícia digital atua há quatro anos e é financiada com recursos da Prefeitura de Macapá, com o objetivo de promover o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), a esposa dele e atacar adversários. Furlan foi afastado do cargo na operação da PF do dia 4 de março, que investiga suspeita de fraude em licitação e desvio de recursos na obra de cerca de R$ 70 milhões do hospital municipal. No dia seguinte à operação, ele renunciou ao cargo de prefeito e se lançou como pré-candidato ao governo do Estado.
A investigação identificou, até agora, mais de R$ 25 milhões em contratos de publicidade institucional da Prefeitura que foram usados para autopromoção e ataques a opositores. Além dos contratos, há indícios de que pessoas ligadas à milícia digital também eram nomeadas em cargos de várias secretarias municipais como forma de pagamento pelas divulgações.
Ainda de acordo com a investigação, entre os alvos da milícia estavam até senadores e um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Os investigadores descobriram o uso de inteligência artificial para criar imagens, vídeos, áudios manipulados e deepfakes. Também foram identificados conteúdos de cunho homofóbico usados nos ataques.
Esta reportagem está em atualização.



