O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniram-se nesta quinta-feira (7) em Washington, na Casa Branca, para um almoço de trabalho. O menu foi cuidadosamente preparado para refletir a cultura brasileira, com destaque para o prato principal: filé de carne grelhado acompanhado de purê de feijão-preto.
Cardápio do encontro
De acordo com informações obtidas pela TV Globo, o cardápio completo incluiu:
- Entrada: salada de alface romana com jícama, gomos de laranja, abacate e molho cítrico.
- Prato principal: filé de carne grelhado com purê de feijão-preto, mini pimentões doces e relish de rabanete com abacaxi. Uma opção vegetariana também foi servida.
- Sobremesa: torta de panna cotta com mel e pêssegos caramelizados de verão, acompanhada de sorvete de crème fraîche.
O que esperar do encontro
Segundo a jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro foi classificado como uma “visita de trabalho”, um formato menos formal do que as reuniões bilaterais tradicionais. Fontes da diplomacia brasileira avaliam que o objetivo principal é normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Além de questões econômicas, a pauta de discussões incluiu:
- ataque ao PIX;
- cooperação contra o crime organizado e o narcotráfico;
- parcerias em minerais críticos e terras raras;
- geopolítica na América Latina, Oriente Médio e ONU;
- eleições no Brasil.
Contexto da aproximação
A viagem a Washington é resultado de um processo de reaproximação que ganhou força em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone por cerca de 50 minutos. Na ocasião, Lula manifestou o desejo de visitar Washington em março para um encontro “olho no olho”, mas a guerra no Oriente Médio adiou a definição da agenda.
Desde então, a relação entre os dois líderes, já marcada por divergências, foi impactada por novos elementos de tensão internacional, como a guerra no Oriente Médio, episódios diplomáticos como o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie, e ruídos envolvendo a prisão e posterior soltura do deputado Alexandre Ramagem. Esses fatores tornaram o ambiente mais complexo e desafiaram a interlocução entre os governos.
Durante as negociações para a reunião, um auxiliar do presidente Lula comentou que o encontro poderia ser “mais um ponto de partida do que um ponto de chegada” em termos de acordos bilaterais.



