Liberação parcial da Serra da Rocinha impulsiona turismo entre RS e SC
Liberação parcial da Serra da Rocinha impulsiona turismo

A liberação parcial da Serra da Rocinha, na BR-285, já começa a gerar impactos positivos no turismo e na economia do Norte do Rio Grande do Sul e do Sul de Santa Catarina. A rodovia, que conecta Timbé do Sul (SC) a São José dos Ausentes (RS), é considerada estratégica para o desenvolvimento regional. O trecho da serra possui 22 quilômetros e está localizado na divisa entre os dois estados.

Investimentos e obras na BR-285

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), a obra custou mais de R$ 315 milhões. Desse total, cerca de R$ 258 milhões foram destinados à implantação e pavimentação, enquanto R$ 57 milhões foram aplicados em intervenções emergenciais. O projeto incluiu ainda a construção de duas pontes e quatro viadutos. Em Santa Catarina, a rodovia já está totalmente concluída.

No lado gaúcho, em São José dos Ausentes, ainda faltam pavimentar 8,3 quilômetros da BR-285, além da construção de uma ponte sobre o Rio das Antas, com 400 metros de extensão. A previsão é que essa etapa seja finalizada em 2027. A rota é vista como fundamental para o escoamento da produção agrícola e para o turismo, pois encurta distâncias entre o Litoral catarinense e os Campos de Cima da Serra.

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Rota alternativa e desafios

Enquanto a BR-285 não é totalmente concluída, os motoristas precisam utilizar um trajeto alternativo. O desvio é feito pela ERS-020, que tem cerca de 15 quilômetros de estrada de chão, com pedras e buracos. Segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a ERS-020 está em obras de pavimentação, com previsão de conclusão até o final deste ano. O órgão afirma que, até lá, manterá o trecho em condições de trafegabilidade.

Impacto no turismo e na economia local

Apesar das dificuldades de acesso, a abertura parcial da serra já reflete no aumento do fluxo de visitantes. Empreendedores de São José dos Ausentes relatam crescimento na procura por hospedagem e serviços turísticos. Michel de Campos, sócio-proprietário de uma pousada na cidade, afirma que o movimento aumentou significativamente após a liberação. “A gente sente que isso tem agregado muitas pessoas pedindo informações, consultando disponibilidade e efetivando reservas”, diz.

A secretária municipal de Turismo, Milena Santos Velho do Amaral, avalia que o momento é de expansão. “É um novo momento para o turismo, um crescimento que a gente espera há mais de dez anos”, afirma. Segundo ela, há um aumento de turistas da Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e também da Europa, especialmente viajantes em motorhomes.

Com o fluxo maior, comerciantes também ampliam os negócios. O cervejeiro e empresário Adalberto Pazini Junior conta que precisou contratar mais funcionários nos fins de semana. “Mudou muito. Antes eu trabalhava sozinho. Agora, em alguns dias, quatro pessoas já quase não dão conta do serviço”, relata.

A liberação parcial da Serra da Rocinha representa um marco para a integração entre os dois estados, impulsionando não apenas o turismo, mas também a economia local, com perspectivas de crescimento contínuo nos próximos anos.

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