O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, emitiu um alerta contundente nesta quinta-feira (30) sobre as graves consequências econômicas decorrentes do fechamento do Estreito de Ormuz, provocado pela guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Em declarações à imprensa, Guterres afirmou que o bloqueio dessa rota marítima crucial está "asfixiando a economia mundial".
Impacto econômico severo e prolongado
Segundo Guterres, mesmo que as restrições fossem suspensas imediatamente, "as cadeias de suprimentos levarão meses para se recuperar, prolongando a menor produção econômica e os preços altos". A interrupção no fluxo de petróleo e outros bens essenciais já elevou os preços globais e ameaça a estabilidade de diversos setores.
Contexto do conflito
Os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos desde meados de abril, como resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz imposto pelo Irã. Essa ação foi uma represália aos ataques israelenses-americanos que deram início à guerra em 28 de fevereiro. Embora um cessar-fogo esteja em vigor desde 8 de abril, as negociações de paz permanecem estagnadas.
Crise no tráfego marítimo
O Estreito de Ormuz, por onde antes passava cerca de um quinto de todo o hidrocarboneto do mundo, continua com tráfego marítimo em níveis mínimos. A paralisação afeta não apenas o mercado de petróleo, mas também o comércio global de mercadorias que dependem dessa rota estratégica.
O petróleo Brent, por exemplo, já ultrapassou a marca de US$ 125 após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que o bloqueio será mantido. A situação levanta preocupações sobre uma recessão global e aumento da inflação.
Apelo por solução diplomática
Guterres reiterou a necessidade urgente de um acordo diplomático para reabrir o Estreito de Ormuz e evitar danos econômicos ainda maiores. A ONU continua mediando conversas entre as partes, mas até o momento não há avanços significativos.



