Gilberto Silva vê Brasil fora do favoritismo para a Copa de 2026 e alerta sobre lesões
Gilberto Silva: Brasil não é favorito para a Copa de 2026

Gilberto Silva analisa o cenário da seleção brasileira para a Copa de 2026

Em entrevista exclusiva, o ex-volante Gilberto Silva, tetracampeão mundial em 2002, afirmou que o Brasil não está entre os favoritos para a Copa do Mundo de 2026. Para ele, seleções como França, Portugal e Espanha apresentam um trabalho mais consistente e estão melhor preparadas para o torneio.

“Temos seleções que são muito melhores, como a França, que tem um trabalho longevo. Portugal também tem um trabalho bom, a Espanha... Então não vai ser fácil. Não acho que disputa cabeça a cabeça, mas tem chance de competir. Depende de quanto cada um vai estar disposto a se entregar para isso e reverter toda a desconfiança”, declarou o ex-jogador.

Lesões enfraquecem a equipe

A seleção brasileira chega ao Mundial com desfalques importantes. Rodrygo rompeu os ligamentos do joelho e está fora da competição. Eder Militão e Estêvão também sofreram lesões musculares graves. O zagueiro do Real Madrid passou por cirurgia e está descartado. Já o jovem atacante do Chelsea tenta fazer tratamento conservador no Brasil na esperança de ainda disputar a Copa.

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Gilberto Silva alerta para os riscos de convocar jogadores que se recuperam de lesões graves. “A Copa do Mundo é muito curta, e quando você precisa de um jogador lá, ele tem que estar 100% à disposição. Você enfrenta os maiores jogadores, com alto nível e intensidade. Mesmo que se recuperem, se não estiverem 100%, vão precisar de mais tempo para estar nivelados”, explicou.

Comparação com a geração de 2002

Questionado sobre as diferenças entre a geração atual e a de 2002, Gilberto destacou que o Brasil sempre formou grandes talentos, mas a pressão aumentou com a velocidade da comunicação. “A não conquista gera uma pressão muito maior”, afirmou.

Ele lembrou que a seleção de 2002 também chegou questionada à Copa, mas tinha os melhores jogadores do mundo em suas posições. “Me marcou muito os jogadores que estavam em 1998 dizerem: ‘não quero chorar de novo, vamos trabalhar duro, sacrificar o que precisar para vencer.’ E foi isso que aconteceu. Cada um deixou o ego e o individual de lado”, disse.

Trabalho de Ancelotti e a situação de Casemiro

Sobre o técnico Carlo Ancelotti, Gilberto avaliou que sua experiência e perfil calmo ajudam a tirar a pressão dos jogadores. “Tudo que ele fez até agora como treinador o credencia para dar essa tranquilidade”, afirmou.

Em relação a Casemiro, de 34 anos, o ex-volante acredita que é possível que ele desempenhe um papel importante na Copa, assim como Modric, de 40 anos, ainda joga em alto nível. No entanto, alertou para a falta de substitutos para a posição de primeiro volante.

Neymar e Endrick na Copa

Gilberto Silva disse torcer pela presença de Neymar no Mundial, mas ressaltou que não se pode esperar o mesmo desempenho de edições anteriores. “Pode esperar um Neymar que vai dar sua contribuição pelo tempo que jogar”, afirmou.

Sobre Endrick, o ex-jogador vê como positiva sua possível convocação, tanto pelo presente quanto pelo futuro. “O Endrick está fazendo a parte dele bem feita. Se for convocado, não vai ser nenhuma surpresa”, disse.

Mensagem final

Por fim, Gilberto deixou uma mensagem aos jogadores que irão disputar a Copa: “Façam o melhor que puderem – estaremos daqui torcendo de verdade. A gente quer ver vocês brilharem, nos representarem da melhor forma. Sucesso para vocês, e vamos juntos com essa corrente positiva para que o Brasil possa voltar de uma forma muito especial.”

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