O corpo de Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, piloto do avião monomotor que caiu e atingiu um prédio residencial em Belo Horizonte (MG), foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais nesta terça-feira (5). De acordo com a família, o velório e o sepultamento ocorrerão em Munhoz de Mello, no Norte do Paraná. Wellington nasceu em Colorado, também no Norte do estado, mas viveu a infância e a adolescência em Munhoz de Mello. Ele estudou no aeroclube de Maringá entre 2022 e 2023 e residia atualmente em Vitória da Conquista, na Bahia.
Translado e homenagens
A família informou que o translado do corpo será feito de carro, com previsão de chegada ao Paraná no início da manhã de quarta-feira (6). O velório está marcado para começar às 9h, no cemitério municipal de Munhoz de Mello, e o sepultamento ocorrerá às 17h.
O acidente
O acidente aconteceu no começo da tarde de segunda-feira (4) e foi registrado pelo Globocop. A aeronave transportava, além do piloto, quatro empresários do ramo de tecnologia, e seguia para São Paulo após uma parada na capital mineira. As vítimas fatais foram: Wellington Oliveira, piloto de 34 anos; Fernando Souto Moreira, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), que estava no banco do copiloto; e Leonardo Berganholi, empresário de 50 anos, que morreu no hospital. Duas pessoas ficaram feridas: Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos, ambos encaminhados em estado grave ao Hospital João XXIII.
Detalhes da queda
Ninguém que estava no prédio foi atingido. Todos os moradores foram retirados do edifício pelo Corpo de Bombeiros. O tenente Raul, dos bombeiros, explicou: “A aeronave bateu entre o terceiro e o quarto andar, na caixa de escada. Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido alguma residência. Esses apartamentos estavam ocupados, segundo informações. O que visualizamos foi a estrutura dessa aeronave projetada dentro da caixa da escada, sem atingir outros apartamentos”.
Comunicação do piloto
Minutos antes da queda, o piloto relatou, pelo rádio, dificuldades para ganhar altitude logo após a decolagem. A tripulação do Globocop ouviu a comunicação. Segundo informações apuradas pela equipe aérea da TV Globo, o piloto do monomotor comunicou à torre que não conseguia manter altitude. A torre ofereceu prioridade para o retorno ao aeroporto, mas foi informada de que a aeronave não conseguia subir. Pouco depois, o avião caiu no estacionamento do prédio residencial.
Investigação
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para apurar as causas do acidente. Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) estiveram no local para coletar dados, preservar elementos e levantar informações que possam auxiliar na investigação. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também investiga as circunstâncias da queda.



