Um incêndio provocado pela queda de um balão na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, durou mais de 30 horas e mobilizou dezenas de brigadistas, bombeiros e voluntários. O fogo começou no domingo (26) em uma área de vegetação no Morro do Anhanguera e se alastrou rapidamente. As chamas só foram controladas no fim da tarde de segunda-feira (27). Durante o combate, cinco trilhas foram interditadas para garantir a segurança dos visitantes.
Riscos e alertas das autoridades
O agente ambiental Gabriel Pruchiniaki destacou que o incêndio reforça os perigos da soltura de balões, prática considerada crime ambiental. Ele explicou que parte da área atingida tem acesso difícil, o que complicou o trabalho e exigiu monitoramento constante para evitar novos focos. O Corpo de Bombeiros também emitiu alertas. O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz da corporação, afirmou que os balões causam incêndios em áreas urbanas e florestais, além de representarem ameaça à aviação, com risco de colisão ou sucção por turbinas de aeronaves. Os artefatos também podem atingir redes elétricas, provocando curtos-circuitos e interrupções no fornecimento de energia.
Balão cai em hospital em São Gonçalo
Em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, um balão de aproximadamente 20 metros caiu dentro do Hospital Estadual Alberto Torres. Na ocasião, 243 pacientes estavam na unidade. Dezenas de motoqueiros invadiram o local para tentar recuperar o material, e as ambulâncias precisaram ser redirecionadas para outra entrada. Apesar do susto, o atendimento médico não foi interrompido.
Outros incidentes recentes
Na Zona Sul do Rio, um balão caiu no mar na altura do posto 5, em Copacabana, assustando banhistas. Pessoas que acompanhavam o artefato correram pela areia para resgatá-lo, mas ninguém ficou ferido. Dias antes, no feriado de São Jorge, em Duque de Caxias, um balão caiu sobre uma casa, que foi invadida por baloeiros. Em Parada de Lucas, na Zona Norte, um artefato atingiu um aparelho de ar-condicionado.
Crime ambiental e penalidades
Soltar balões é crime ambiental, com pena de um a três anos de detenção, além de multa. As autoridades reforçam que a população não deve soltar balões e deve denunciar a prática. As denúncias podem ser feitas anonimamente pelo Disque Denúncia, no número 2253-1177, ou pelo WhatsApp no número 21-2253-1177.



