Ultraleve realiza pouso forçado em zona rural do Rio Grande do Norte após problemas com GPS e clima
Um ultraleve modelo Flayer GT 2, classificado como aeronave experimental, precisou executar um pouso forçado na manhã desta quarta-feira, 1º, na zona rural do município de José da Penha, localizado na Região Alto Oeste do Rio Grande do Norte. O incidente ocorreu por volta das 11h20, quando a aeronave, que transportava duas pessoas, enfrentou dificuldades devido a uma combinação de condições climáticas desfavoráveis e uma alteração inesperada de rota provocada pelo sistema de GPS.
Detalhes do voo e causas do incidente
O piloto Marquinhos Filgueira, que comandava o ultraleve, explicou que estava realizando um voo de instrução, tendo decolado da cidade de Alexandria com destino final planejado para Pau dos Ferros. Aproximadamente quinze minutos após a decolagem, a aeronave começou a enfrentar obstáculos significativos durante o trajeto. Segundo o relato do comandante, o ultraleve, que seguia orientações por meio de um aplicativo de GPS, encontrou uma formação de chuva intensa, o que levou o sistema a modificar a rota inicialmente programada.
Diante da mudança abrupta no percurso e das condições meteorológicas adversas, o piloto tomou a decisão de realizar um pouso forçado como medida de segurança. O pouso ocorreu em um terreno próximo a uma rodovia na zona rural de José da Penha, onde a aeronave conseguiu aterrissar sem danos estruturais e, felizmente, nenhuma das duas pessoas a bordo sofreu ferimentos.
Reação da comunidade local e retomada do voo
O pouso forçado chamou imediatamente a atenção de moradores de uma comunidade próxima na zona rural da cidade, que rapidamente se aproximaram do local, transformando o ultraleve em uma atração momentânea. Além de observarem a cena incomum, os residentes desempenharam um papel crucial ao auxiliar o piloto na retomada do voo. Eles cortaram a cerca de um terreno para permitir a passagem da aeronave, que necessitava de espaço adicional para ganhar velocidade e decolar novamente.
Após esse imprevisto, o ultraleve conseguiu decolar mais uma vez e, finalmente, pousou no destino original por volta das 12h50. Todo o processo de decolagem foi acompanhado de perto pelos moradores da região, que se posicionaram ao longo da rodovia para observar a partida da aeronave. Este episódio destaca não apenas os desafios enfrentados na aviação experimental, mas também a solidariedade e o espírito comunitário demonstrados pela população local em situações de emergência.



