Queda de avião em Capão da Canoa mata quatro pessoas; aeronave estava em situação normal
Queda de avião no RS mata quatro; aeronave tinha validade em dia

Queda de avião de pequeno porte causa quatro mortes no Litoral Norte do RS

A aeronave de matrícula PS-RBK, que caiu sobre um restaurante em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, estava em "situação normal" de aeronavegabilidade, conforme confirmou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O trágico acidente resultou na morte de todas as quatro pessoas que estavam a bordo.

Detalhes da aeronave e do voo

Documentação oficial indica que o avião foi fabricado em 1999, possuía seis assentos e peso máximo de decolagem de 1.970 quilos. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade mantinha validade até 30 de maio, descartando inicialmente problemas de documentação.

O voo teve origem em Itápolis, município do noroeste paulista, com destino ao Rio Grande do Sul. A aeronave realizou uma escala técnica em Forquilhinha, Santa Catarina, para abastecimento antes de seguir viagem.

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Conforme informações da empresa Peluzzi Aviation, especializada em venda e aluguel de aeronaves, o voo representava uma demonstração do modelo Piper Jetprop DLX para potenciais compradores. Era a primeira experiência do casal de empresários com essa aeronave específica.

As vítimas do acidente

Nenhum dos quatro ocupantes resistiu ao impacto da queda. As vítimas foram identificadas como:

  • Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani - casal de empresários
  • Renan Saes - sócio da empresa de aviação proprietária da aeronave
  • Nelio Pessanha - piloto da aeronave

Fernanda de Matos, amiga do casal Ortolani, descreveu a união do par: "eles partiram juntos porque o amor deles era forte e verdadeiro". Momentos antes da tragédia, Renan Saes havia publicado um vídeo em suas redes sociais mostrando imagens da vista da janela do avião.

Os corpos foram liberados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul, com velórios realizados entre a noite de sábado (4) e a manhã de domingo (5) em três estados diferentes: Capão da Canoa (RS), Itápolis (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ).

Investigações em andamento

As causas exatas do acidente permanecem desconhecidas. A Força Aérea Brasileira (FAB), através do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), assumiu a responsabilidade pela apuração técnica do ocorrido.

Investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, sediado em Canoas, foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência. Esta fase envolve:

  1. Coleta e confirmação de dados
  2. Preservação de elementos
  3. Verificação inicial dos danos
  4. Levantamento de informações complementares

Paralelamente, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul instaurou inquérito próprio para investigar a queda. A apuração criminal tem como objetivos verificar eventual ocorrência de ilícitos penais, esclarecer circunstâncias do acidente e identificar possíveis responsabilidades decorrentes do evento.

Contexto do acidente

O restaurante sobre o qual a aeronave caiu encontrava-se em reforma, o que evitou maior tragédia. Segundo o proprietário do estabelecimento, "era para estar toda a equipe" trabalhando no local, mas as obras impediram a presença de funcionários e familiares no momento do impacto.

Testemunhas relataram ter visto um "cogumelo de fogo" durante a queda da aeronave. O casal de empresários vítimas do acidente era conhecido por organizar feiras de roupas e enxovais, sendo Déborah mãe de trigêmeos.

A comunidade local e familiar das vítimas aguarda com ansiedade os resultados das investigações que possam esclarecer definitivamente as causas desta tragédia aérea que chocou o Litoral Norte gaúcho.

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