Quase colisão entre aviões da Alaska Airlines e FedEx gera investigação nos Estados Unidos
Um incidente aéreo de alto risco ocorreu na noite de terça-feira (17) no movimentado aeroporto de Newark, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Um avião comercial da Alaska Airlines e um cargueiro da FedEx estiveram perigosamente próximos de colidir durante procedimentos de pouso, levantando novas preocupações sobre a segurança do controle aéreo americano.
Detalhes do incidente crítico
Segundo informações da Administração Federal de Aviação (FAA), o controlador de tráfego aéreo orientou o voo 294 da Alaska Airlines, um Boeing 737 que vinha de Portland, no Oregon, a realizar uma arremetida de emergência por volta das 20h15 do horário local. A manobra foi necessária porque o voo 721 da FedEx, um Boeing 777 que partira de Memphis, no Tennessee, havia recebido autorização para fazer a aproximação final em uma pista que cruza diretamente com a destinada ao avião da Alaska Airlines.
Dados do site FlightRadar24, compilados pela rede ABC News, revelam que a ordem de arremetida foi dada apenas segundos antes do pouso, quando o Boeing 737 da Alaska Airlines estava a aproximadamente 45 metros do solo. As duas aeronaves passaram a uma distância estimada entre 90 e 100 metros uma da outra, uma proximidade considerada extremamente perigosa na aviação comercial.
Investigação oficial aberta
Nesta quinta-feira (19), o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) anunciou formalmente a abertura de uma investigação completa para apurar as circunstâncias do quase acidente. O aeroporto de Newark, que é um dos principais terminais da região metropolitana de Nova York e opera tanto voos domésticos quanto internacionais, segue com operações normais após o incidente.
Felizmente, não houve registro de feridos em nenhuma das aeronaves. O cargueiro da FedEx conseguiu completar seu pouso normalmente após o ocorrido, enquanto o avião da Alaska Airlines realizou a manobra de arremetida com sucesso, evitando uma tragédia de grandes proporções.
Série de incidentes preocupa especialistas
Este evento em Newark acontece no contexto de uma sequência preocupante de quase colisões registradas nos últimos anos no espaço aéreo americano, que tem levantado questionamentos sobre a eficiência do sistema de controle de tráfego aéreo dos Estados Unidos.
Casos recentes incluem:
- Em fevereiro de 2023, um cargueiro da FedEx e uma aeronave da Southwest Airlines com 128 pessoas a bordo quase colidiram no ar em Austin, Texas, chegando a uma distância de apenas 52 metros.
- Em julho de 2024, dois aviões comerciais ficaram a cerca de 200 metros de distância em Syracuse, Nova York, após um controlador permitir que uma aeronave se aproximasse da pista enquanto outra estava decolando.
- Em setembro de 2024, um avião da Alaska Airlines com 182 passageiros precisou abortar a decolagem para evitar colisão com outra aeronave no Aeroporto Internacional de Nashville.
- Em janeiro de 2025, ocorreu uma tragédia quando um avião da American Eagle colidiu contra um helicóptero militar em Washington D.C., próximo ao Aeroporto Nacional Reagan, resultando em 67 mortes.
- Em fevereiro de 2025, um avião comercial precisou arremeter para evitar colisão com um jato privado em um aeroporto de Chicago.
Fatores de risco identificados
Especialistas em segurança aérea apontam que a sobrecarga nas operações de controle de tráfego aéreo, combinada com a escassez crônica de pessoal qualificado, estão entre os principais fatores que podem levar a tragédias na aviação americana. O sistema enfrenta pressões crescentes com o aumento do volume de voos pós-pandemia, enquanto enfrenta desafios de capacitação e retenção de controladores experientes.
O incidente em Newark serve como mais um alerta para a necessidade de revisão e fortalecimento dos protocolos de segurança nos aeroportos americanos, particularmente na movimentada região nordeste do país, onde o tráfego aéreo é especialmente intenso e complexo.



