Um funcionário de aeroporto passou por momentos de pânico ao ficar trancado acidentalmente no porão de um avião da Air Canada pouco antes da decolagem no Canadá. O incidente inusitado aconteceu na terça-feira, 14 de janeiro de 2026, no movimentado Aeroporto Internacional Pearson de Toronto.
Gritos vindos do porão alertam passageiros
O voo da Air Canada Rouge com destino a Moncton já havia iniciado o taxiamento em direção à pista quando a situação começou a se desenrolar. Passageiros a bordo perceberam uma agitação incomum entre os comissários de bordo. Gabrielle Caron, uma passageira que retornava ao país após férias no México, notou o clima de nervosismo. "O avião já estava taxiando quando, de repente, parou", contou ela em entrevista à emissora CBC.
Foi então que alguns viajantes começaram a ouvir sons estranhos. Stephanie Cure, que estava sentada na parte traseira da aeronave, relatou que era possível escutar um som abafado, semelhante a pedidos de socorro, vindos da parte inferior do avião. Imediatamente, a informação foi repassada à tripulação, que acionou a segurança do aeroporto.
Reação rápida da tripulação e resgate
O comandante da aeronave deixou a cabine para informar aos mais de 100 passageiros sobre a situação extraordinária. Em um vídeo que circulou nas redes sociais, o piloto afirmou nunca ter vivido uma experiência similar em sua carreira. "É a primeira vez que vejo algo assim e espero que seja a última", declarou o comandante.
Ele, no entanto, tranquilizou a todos ao confirmar que o funcionário havia sido retirado em segurança do compartimento de carga e estava bem. Para dissipar qualquer apreensão, o próprio trabalhador que ficou preso entrou na cabine e se apresentou aos passageiros, demonstrando que não havia sofrido nenhum ferimento grave e que o episódio havia sido apenas um grande susto.
Erro operacional e explicação da companhia
Em nota oficial, a Air Canada explicou que o incidente ocorreu porque as portas do compartimento de carga foram fechadas inadvertidamente enquanto o funcionário ainda realizava tarefas no local. De acordo com relatos de passageiros, membros da tripulação comentaram que o trabalhador era um funcionário extra, contratado para auxiliar nas operações daquele dia, e por isso seu nome não constava na lista oficial da equipe designada para o voo. Essa falta de comunicação pode ter contribuído para o fechamento das portas sem a verificação final.
O caso, felizmente resolvido sem vítimas, levanta questões sobre os protocolos de segurança e comunicação entre as equipes de solo e de bordo durante os procedimentos de preparação das aeronaves. O episódio serviu como um alerta para a revisão dos procedimentos, garantindo que uma falha humana não tenha consequências mais graves no futuro.